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Sou jornalista e meu gosto por aventuras já me levou a lugares extremos! Com vontade e estratégia superei desafios artificiais e selvagens que se interpunham às histórias que buscava, acumulando experiência e técnicas. No Rotas do Explorador mostro expedições e dicas outdoor.

As ameaças que rondam a Serra do Curral e o Pico BH

Visão do Pico Belo Horizonte da trilha da Mata da Baleia (Foto: Mateus Parreiras)

Fiz minha última incursão até o Pico BH e pude constatar várias ameaças que talvez só sejam controladas por fiscalização de órgãos ambientais mais ativa. Tenho muito receio de que a montanha mais alta da Serra do Curral se torne um parque e fique paralisada no tempo, como ocorre com o Parque Municipal da Serra do Curral, que não pode ser utilizado em sua plenitude. Como o Parque Municipal das Mangabeiras, que também está com suas trilhas fechadas desde o fim do ano passado (2018). Ou, pior, como a soma deles, que têm a Serra do Curral em comum, permitindo uma travessia que só pode ser acessada na memória, pois também está fechada.

Veja a minha última trilha até o Pico BH e a Serra do Curral no vídeo que fiz abaixo para o meu canal do YouTube. Se curtir, se inscreva lá!

Para começar a Serra do Curral, nos arredores do Pico Belo Horizonte, fica espremida entre duas cavas enormes de mineração. Aos pés, para o lado da capital mineira, temos a Mina de Pau Branco, da mineradora Empabra. A atividade está suspensa e com isso os taludes sofrem graves erosões, que chegam a formar voçorocas no sopé da montanha que sustenta o pico e suas trilhas. Do outro lado, a Mina de Águas Claras, da Vale, teve até de ser concretada para que a crista da Serra não caísse e fosse engolida pelo lago que se formou em sua cava desativada.

O local também é constantemente invadido por trilheiros que abrem ainda mais erosões nas trilhas que percorrem os morros e até na trilha que atravessa a crista da montanha. Quando a chuva vem, o material que ficou solto é carreado. Com isso, o vale abaixo vai sendo soterrado, as trilhas se aprofundam, viram buracos, voçorocas e depois desabam.

No alto do pico a destruição é ainda mais angustiante. Arrancaram o marco geodésico que faz a marcação de que naquele ponto se encontra o Pico Belo Horioznte, o ponto mais alto de toda a Serra do Curral. Lixo fica espalhado por toda parte. E os campistas ainda fazem fogueiras lá no alto, ameaçando alastrar um incêndio sobre a vegetação, uma outra preocupação, sobretudo por conta das aves que fazem ninhos no local. E olha que observar essas aves é uma das poucas atividades que ainda restam a quem pode frequentar licitamente algumas partes da Serra do Curral.

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