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Sou jornalista e meu gosto por aventuras já me levou a lugares extremos! Com vontade e estratégia superei desafios artificiais e selvagens que se interpunham às histórias que buscava, acumulando experiência e técnicas. No Rotas do Explorador mostro expedições e dicas outdoor.

Bota Bull Terrier falha em teste, mas depois surpreende no desempenho

Bota Bull Terrier X Terra II em ação durante o rompimento da Barragem de Brumadinho (Foto: Mateus Parreiras)

Todo equipamento que adquiro, procuro ter um olhar crítico para que consiga embasar uma boa avaliação. Não apenas para fazer os vídeos do meu canal do YouTube e também trazer esses reviews aqui no Rotas do Explorador, mas porque muita gente me pergunta isso nos emails, redes sociais e nos encontros nas feiras e eventos. Com a bota Bull Terrier X Terra II isso não foi diferente. Porém, o desempenho continuado do equipamento mudou a minha opinião.

Assista ao vídeo com a minha avaliação mais detalhada sobre a bota e se inscreva no meu canal se curtir 😉

Não dá para pegar um equipamento novo e já meter ele na montanha, usar numa trilha onde todo o seu peso de cargas está contado ou que a falta de qualquer recurso vai fazer falta e pode até comprometer o seu desempenho e segurança. Com uma bota a coisa é ainda pior. Isso, porque leva um tempo até o seu pé se acostumar, você sentir se vai precisar de uma meia mais grossa, se há pontos de grande atrito que demandarão bandagens, sem falar que o couro  precisa de ser moldado pelo uso.

Levei seis meses fazendo os testes progressivos com a Bull Terrier e logo um passador saiu voando. Já fiquei bem indignado. Uma falha de material que, apesar de não ser comprometedora do ponto de vista de desempenho, já reprova o produto em termos de excelência. Com isso e com uma dureza que achei excessiva, a bota foi ficando de escanteio. não ia usar num teste mais duro ou poderia prejudicar a mim e à segurança do meu grupo por tabela. Foi então que fiz um vídeo sobre o produto seis meses depois de ter adquirido, com um pós-testes iniciais cheio de problemas.

Avaliação do desempenho foi melhor para condições agressivas do que para exigências de conforto e estética (Foto: Mateus Parreiras)

Ocorre que, depois disso, quando passei a usar essa bota para ir ao trabalho, ocorreu o rompimento das barragens 1, 4 e 4A, da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH. Eu tinha acabado de chegar no trabalho e o tempo de deslocamento até lá era uma corrida contra a concorrência. Dessa forma, a Bull Terrier X Terra II ganhou sua segunda chance.

E depois de percorrer a lama densa e profunda, que quando secava se tornava um cimento de fino pó de minério de ferro, de passar por trilhas e abrir o mato no peito e na raça para mostrar o trabalho dos bombeiros, o resgates das vítimas, as escavações de estruturas. A Bull terrier passou por tudo isso e resistiu. Seu couro nunca mais foi o mesmo, admito, mas essa botinha se tornou minha companheira de aventuras hardcore, onde precisarei amassar uma sama mais difícil, um terreno que vai agredir o calçado. Nada como uma segunda chance, alguns equipamentos podem ser adequados a condições muito específicas!  

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