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Sou jornalista e meu gosto por aventuras já me levou a lugares extremos! Com vontade e estratégia superei desafios artificiais e selvagens que se interpunham às histórias que buscava, acumulando experiência e técnicas. No Rotas do Explorador mostro expedições e dicas outdoor.

Jornada para a fortaleza perdida no cerrado mineiro

Forte de Brumadinho, um tesouro perdido no meio do cerrado (Foto: Mateus Parreiras)

A Serra da Calçada é um dos meus lugares preferidos para praticar um hiking, que é aquele tipo de trilha que se completa num só dia. Excelente para quando você não dispõe de muito tempo para uma aventura mais longa. Geralmente são percursos que não têm tantas atrações por serem muito perto das grandes cidades, certo? Errado! Em Brumadinho, na Grande BH, o cerrado esconde tesouros arqueológicos que contam a história da mineração colonial, dispondo até das ruínas impressionantes de uma fortaleza do século 18.

Veja o vídeo com essa expedição no meu canal do YouTube, o Missão Carcará. Se curtir a aventura, se inscreva no canal para receber novos vídeos gratuitos sempre que forem lançados!

O caminho até lá, pela estrada que leva ao condomínio Retiro das Pedras, costuma ser muito frequentado por mountain bikers e grupos de caminhadas. São cerca de 6 quilômetros até as ruínas, ao longo do qual não se tem muita disponibilidade de água para encher os cantís, portanto é bom ter um suprimento suficiente.

A exploração do forte praticamente completou o meu check list das atrações mais conhecidas da unidade estadual de conservação da Serra da Calçada.

Parceiro de aventuras, Leonardo Francia, no meio da trilha para o forte (Foto: Mateus Parreiras)

A chegada ao forte se dá por uma trilha com vestígios de calçamentos seculares que ajudaram a dar o nome à unidade. As trilhas próximas ao forte atravessam desfiladeiros e ravinas mais estreitas. A fortificação impressiona mesmo de longe, com suas muralhas de pedras que os ingleses mandaram erguer para defender o ouro que extraíam na região.  São obras de engenharia com cinco metros de altura e um braço e antebraço de largura.

O forte também foi postado em local estratégico para a sua defesa, no alto de um monte cercado por abismos que só permitem a passagem por uma estrada, facilitando a vigilância contra índios, quilombolas e malfeitores, numa época que o Brasil era colônia e não dispunha de forças regulares de polícia.

Interior das ruínas apresenta uma densa floresta (Foto: Mateus Parreiras)

No interior, impressiona ver uma floresta que cresceu e tomou conta dos cômodos que abrigaram o tesouro dourado colonial brasileiro. Explorar aquelas estruturas nos remete aos perigos dos exploradores coloniais e à realidade dura da região das minas. Esse espaço será, em breve, alvo de uma aventura mais elaborada que trarei aqui para esse espaço. Aguardem!

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