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Sou jornalista e meu gosto por aventuras já me levou a lugares extremos! Com vontade e estratégia superei desafios artificiais e selvagens que se interpunham às histórias que buscava, acumulando experiência e técnicas. No Rotas do Explorador mostro expedições e dicas outdoor.

Sozinho no zoológico. Como agem os animais quando há poucos turistas por perto?

Durante as minhas férias no ano de 2006, minha ex-mulher e eu fomos ao zoológico de Santiago, no Chile, e me chamou bastante a atenção o comportamento dos animais ante às inoportunas e irritantes atitudes dos turistas. Sobretudo asiáticos, gritavam e falavam o tempo todo, cercando das grades os animais e os importunando por uma foto com ângulo melhor.

Veja como se comportaram os animais quando estive sozinho no zoológico neste vídeo que fiz para o meu canal no YouTube, o Missão Carcará, e se inscreva se curtir!

 

Isso irritava tanto os animais selvagens que o tigre branco, num momento, borrifou urina sobre os turistas que o seguiam e um camelo disparou uma cusparada sobre os turistas sem noção. Isso me trouxe uma grande dúvida. Será que os animais agem como se estivessem na natureza quando não há turistas:

A resposta, infelizmente é não. Depois do último surto de febre amarela deste ano, tive o privilégio de poder circular sozinho pelo zoológico de Belo Horizonte, que é um dos maiores da América Latina, já que era preciso ter a carteira de vacinação para entrar.

Para a minha surpresa, os chimpanzés continuavam irritados, zanzando de um lado para o outro e aparentando estarem desconfiados, como se as pessoas ainda estivessem por lá os observando. Os leões também aparentavam nervosismo, disparando olhares ferozes de quem só quer ficar sozinho e mataria por isso.

É certo que outros animais não são capazes de demonstrar esse incômodo, como os jacarés, cágados e aves, por uma total falta de capacidade e conhecimento de seus hábitos da minha parte. Contudo, a redução do assédio e a chance de fazer aquilo que bem entender sem ninguém te bisbilhotando deve, certamente, ter proporcionado momentos de distração a esses pobres prisioneiros de nosso entretenimento.

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