Skip to main content
 -
Sou jornalista e meu gosto por aventuras já me levou a lugares extremos! Com vontade e estratégia superei desafios artificiais e selvagens que se interpunham às histórias que buscava, acumulando experiência e técnicas. No Rotas do Explorador mostro expedições e dicas outdoor.

Parques e córregos: de opção de lazer a depósitos de minério

Cachoeira de Santo Antônio é uma das principais atrações de lazer, mas está ameaçada por rejeitos de minério (Foto: Mateus Parreiras)

É de se impressionar que grandes áreas verdes e córregos se tornem depósitos de minério de ferro e de rejeitos da atividade mineradora e isso vejo acontecer em diversos locais. Basta observar os leitos e margens de mananciais turísticos, como o Ribeirão dos Macacos, que desce do distrito nova-limense de São Sebastião das Águas Claras, ou o Rio Piracicaba, em Ouro Preto. São bolsões de detrito escuro nas margens e bancos de partículas nos fundos dessas águas.

Assista ao vídeo que fiz mostrando a Cachoeira de Santo Antônio tomada por minério no meu canal do YouTube, o Missão Carcará. Se curtir, se inscreva!

Mais impressionante do que isso é ver que um parque inteiro sofre com esse tipo de ação, o que prejudica essa fonte de receita e de lazer para a comunidade. Foi o que constatei no Parque da Cachoeira, em Congonhas, a 70 quilômetros de Belo Horizonte. O lugar é uma das mais acessíveis atrações para a cidade e o entorno – conversei com turistas de Ouro Branco, Conselheiro Lafaiete e até de BH, quando lá estive. Contudo, a preservação que se observa nas matas e no espaço físico, não se reflete no principal bem: as águas.

Detalhe de parte do minério misturado ao leito da cachoeira (Foto: Mateus Parreiras)

O mesmo visitante que paga R$ 8 (preço de março de 2018) se revolta quando vê o poço cimentado e organizado para banho completamente soterrado de minério escuro, como se tivesse uma barragem se rompido no alto do Ribeirão Santo Antônio. E são dezenas de barramentos e minas a montante (na direção da nascente). Ainda assim, ninguém tomo a providência sequer de descobrir de onde vem tanto minério.

O companheiro repórter-fotográfico Edésio Ferreira e eu num selfie na cachoeira debaixo de chuva após percorrermos a mata (Foto: Mateus Parreiras)

Da última vez que estive em Congonhas, me mostraram fotografias de caminhões removendo areia suja pelo minério em quantidade absurda. O aspecto escuro e poluído só cria repulsa e desconfiança no turista que queria apenas se banhar e se divertir em meio à natureza. Um absurdo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *