Skip to main content
 -
Sou jornalista e meu gosto por aventuras já me levou a lugares extremos! Com vontade e estratégia superei desafios artificiais e selvagens que se interpunham às histórias que buscava, acumulando experiência e técnicas. No Rotas do Explorador mostro expedições e dicas outdoor.

Até que ponto o aproveitamento do ambiente é viável numa aventura?

Equipamentos facilitam as tarefas numa aventura, mas saber se virar sem eles é uma habilidade que pode te salvar (Foto: Juarez Rodrigues)

A equalização da quantidade de equipamentos que uma pessoa leva para uma expedição sempre vai gerar debates e exigir planejamento sério. Não dá para ter uma mochila prontinha e fechada para se usar num pernoite numa cachoeira e também numa travessia de quatro dias. E é justamente devido às particularidades das atividades a serem desempenhadas que a configuração dos equipamentos precisará ser definida. Uma das prioridades é a água. É essencial para qualquer atividade e nem sempre pode ser coletada no caminho. Por mais que se tenha hoje uma infinidade de meios filtrantes e purificantes, a simples indisponibilidade de água obrigará a pessoa a sacrificar peso ou outros artigos para ter de transportar consigo o líquido que necessita.

Entre youtubers sobrevivencialistas corre sempre uma TAG ou corrente que funciona como um desafio ou quase um exercício mental de se colocar numa situação e imaginar as saídas. Um dos mais frequentes no meio de aventureiros e sobrevivencialistas tem sido a pergunta: se você estivesse numa situação de crise e só pudesse levar um item, qual seria? E tem a variação desse também, que restringe ainda mais a utilização de ferramentas, proibindo as lâminas – que são a escolha de 90% das pessoas. Na prática, algo inviável e estúpido, mas vale como um exercício de busca de conhecimentos para imaginar quais ferramentas seria capaz de suprir as necessidades apenas com a faca, as técnicas e a imaginação.

Veja as duas últimas TAGs nesse sentido das quais participei. Assista ao vídeo no meu Canal do Youtube, o Missão Carcará! Clique aqui para se inscrever e receber vídeos novos sempre que publicar!

Tirando a água, essa questão de coleta sempre me pareceu problemática. Imagine, por exemplo, coletar comida. Quem garante que você encontrará alimentos calóricos o suficiente para manter o nível de desgaste que precisa e o seu desempenho? Por mais que conheça a flora do local por onde vou passar – que é um excelente conhecimento para o quesito sobrevivência – nem sempre essa pressão exercida sobre frutas e ervas é assimilada pela natureza. É algo passível de causar impactos. Sem falar que alguém pode ter passado antes e comido aquilo que você espera coletar. E olha que nem cito a questão da fauna, porque é crime e algo totalmente desnecessário para situações planejadas.

A questão dos instrumentos também é sensível. Saber, por exemplo, confeccionar uma corda com cipó ou fibras vegetais – para ficar bom mesmo leva mais de um dia secando – é uma habilidade extraordinária e pode salvar a sua vida. Ir para uma cachoeira para descê-la de rapel sem uma corda, já pensando em fabricar a sua com recursos naturais é um risco desnecessário. Beira a estupidez.

E a questão de fabricar um abrigo natural? Acho super legal como treino, mas só com material coletado. Nada de ficar derrubando a floresta toda vez que você vai querer acampar. Esses tipos de atividades são excelentes aprendizados. Usar lenha caída para fazer entalhes, criar ferramentas e aparatos é algo muito bom para se praticar, para se ter como opção em caso de necessidade e até como atividade de comunhão com a natureza. Deixar de levar talheres porque vai fazer os seus com madeira caída é uma coisa – dá para comer até com dois palitos – sair no meio do mato desesperado porque está com fome e não levou comida, é outra bem diferente.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *