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Sou jornalista e meu gosto por aventuras já me levou a lugares extremos! Com vontade e estratégia superei desafios artificiais e selvagens que se interpunham às histórias que buscava, acumulando experiência e técnicas. No Rotas do Explorador mostro expedições e dicas outdoor.

A maior burrada de um aventureiro: SEIS DIAS-REIA. Com água não se brinca!

Não adianta ser experiente, se achar o cara das expedições no mato, tipo o Jacques Cousteau – achou que eu ia falar Bear Grylls, né? Sem chance! – que o ambiente selvagem cobra e caro por cada deslize, falta de atenção ou ação desleixada. Não se pode baixar a guarda em momento algum e esquecer, mesmo quando se admira as mais fascinantes belezas naturais, de o quanto aquele é um ambiente extremamente hostil, onde a luta pela sobrevivência das espécies ocorre a todo instante, bem debaixo do seu nariz, mesmo a nível microscópico, como fui lembrado numa recente expedição de lazer com amigos.

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Aproveitamos o feriado para curtir a trilha até a Cachoeira da Ostra, em Casa Branca, um distrito de Brumadinho, na Grande BH. Partimos de Nova Lima para pegar a trilha até o local, um deslocamento de sete quilômetros cada perna, com um grau variável de dificuldade, de baixo a moderado. Essa trilha, na verdade, testa mais o seu condicionamento físico do que realmente a habilidade de deslocamento, a não ser num dos meus preferidos obstáculos que são conseguir me mover nos apertados espaços de margens encaixadas em vales estreitos e matas galeria. Ali é que dá para me divertir um pouco mais, saltando de pedra em pedra, passando por debaixo de raízes, esgueirando pelas curvas e se esticando para alcançar um apoio.

Chegamos com 2 horas e meia até a cachoeira, onde aproveitamos para dar uma nadada. Muita gente chega até lá por uma estradinha mais direta, vindo por Casa Branca, mas eu acho que vencer a trilha mais difícil é parte da aventura.

A turma que encarou as trilhas para a Cachoeira da Ostra. De nós quatro só um não teve problemas por consumir água contaminada.

É na volta que o físico fala mais forte e o preparo é posto à prova. Não é nada de matar, mas você enxerga nitidamente que tem preparo melhor, porque esses vão sumindo na trilha deixando para trás os mais lentos ou que ficam lá filmando as coisas – tipo eu, hehehe.

O calor estava bem forte e o esforço físico em pouco tempo cobrou vários goles de água do cantil, até que esse precisou ser reabastecido. Foi onde começou a burrada do aventureiro. Tenho um filtro mini sawyer que impede a entrada de 99,9% dos patógenos da água, ou seja, bactérias não passam pelo filtro. Mas, na hora de encher o cantil, fiquei de conversa muito fiada e não prestei a atenção no que estava fazendo. Acabei me deixando levar pela aparência límpida de um dos córregos, que nasce mesmo numa mata mais isolada, e enchi um cantil com o processo do filtro e outro sem.

Giárdia me atacou nessa viagem, fruto de uma atitude desleixada quanto ao manejo de água para consumo

Pior do que isso, bebi e outros dois também beberam, da água não filtrada. Resultado, na volta, diarreia intensa causada por giardíase. Um dos colegas foi parar no hospital para ser medicado e tomar soro. Em mim, foram seis dias de diarreia. Uma lição que não mais vou esquecer. Quem diria, alguém que sempre prega aos colegas de expedição quando saímos juntos a importância de tratar a água que se vai beber, ser pego de uma tão infantil assim. É o preço que a natureza cobre dos desatentos e desleixados. Imagine se fosse numa expedição de três dias, por exemplo? A aventura poderia ter sido abortada ou algo mais grave poderia ter ocorrido! Fica então essa recomendação a partir do meu erro, não cometa o mesmo!

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2 thoughts to “A maior burrada de um aventureiro: SEIS DIAS-REIA. Com água não se brinca!”

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