Mulher no futebol, no rock, onde ela quiser

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Como a Copa do Mundo feminina está mais interessante que a Copa América masculina, decidi voltar a postar no blog abordando algumas das bandas de mulheres que gosto muito. Como sempre, vou deixar muita coisa legal de fora e espero que vocês me ajudem a corrigir erros citando outros artistas nos comentários.

Para começar, vamos de uma banda muito pouco conhecida por aqui, a alemã Gee Strings. Apesar de já não ser formada por quatro mulheres, como no início, em 1994, a presença da vocalista Ingi Pop (sim, uma versão feminina de Iggy, pela presença de palco incrível), ainda continua usando o bom humor para fazer críticas e se divertir.

Dá para conferir um pouco do punk 77 do grupo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=la9uSNLO4P8. Quem quiser também pode visitar o site oficial aqui.

Mais antiga e praticamente precursora do punk rock feminista é The Runaways, banda da fantástica Joan Jett. Tinha tudo: música, inteligência e atitude, pois ao ter o trabalho recusado, fundou a própria gravadora. Há mais de 40 anos.

Não dá para falar de rock feminino sem evocar Wanda Jackson. Chamada de “primeira dama” do rock’n’roll, a norte-americana fez muito sucesso nos anos 1950 com vocal poderoso e característico. A partir da década seguinte, abraçou também o country, mantendo a popularidade. É bom lembrar que se hoje ainda há machismo no rock, imagina nos primórdios.

Voltando à época mais recente, podemos citar o L7 como umas mais bem-sucedidas bandas surgidas no underground nos anos 1980. Isso porque depois de muito ralarem, tiveram o reconhecimento do que podemos chamar de “grande público” na década seguinte, fundando o movimento riot grrrl e levando Donita Sparks e suas companheiras a dividirem palco de festivais com astros como o Nirvana.

Por falar na banda de Kurt Cobain, a mulher dele, Courtney Love, lidera o Hole desde 1989. Tudo bem que muitos dizem que elas só conseguiram sucesso porque o marido da vocalista ajudava nas composições, mas alguns álbuns são antológicos.

Contemporâneas do Hole são as mulheres do Bikini Kill, cujos shows eram sempre muito fortes, inclusive com a banda pedindo para os homens se afastarem do palco. Da mesma época é obrigação lembrar do Babes in Toyland, deliciosamente (sem conotação sexual, por favor) barulhentas.

Para não deixar de lado o futebol, só tenho a parabenizar a Seleção Brasileira. É quase um milagre que tenhamos boas jogadoras e formemos uma equipe competitiva com tão pouco investimento. Lembrando que se não fosse exigência da Conmebol, a maioria dos nossos clubes não teriam dado espaço para as mulheres – Atlético e Cruzeiro, por exemplo, só o fizeram ao serem obrigados.

8 comentários para “Mulher no futebol, no rock, onde ela quiser

  1. Mulheres essenciais no Rock para mim sao Annie Haslam do Renaissance, Sandy Denny do Fairport Convention que fez dueto com Robert Plant na maravilhosa The Battle Of Everemore do Led Zeppelin , Grace Slick do Jefferson Airplane e Sonha Kristine do Curved Air!

    1. Concordo plenamente com o Elder Jose, ainda temos que respeitar a saudosa Janis (talvez a mais famosa de todas), Rita Lee, Jane Duboc (com o Bacamarte), e por aí vai …

  2. sem duvida que lugar de mulher e onde ela quiser – nao sei porque ainda repetem este bordao – mas so vai faltar o publico para ver o otimo futebol feminino

  3. Em Minas, não é apenas o Atletico e Cruzeiro que menosprezam o futebol femino: a imprensa também. O portal UAI, por exemplo, na sua area de esportes não tem nenhuma referencia as competicões femininas a nivel nacional ou estadual.

  4. Onde elas quiserem, com certeza. Absoluto direito delas. Só não venham impor isso como “obrigação” de torcer pra esse time feminino da CBF, como se não torcer fosse falta de patriotismo, preconceito, blábláblá. É de baixíssimo nível o futebol feminino e acompanha quem quiser. É absoluto direito nosso.

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