Vamos fazer nossa parte

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A segunda-feira é um bom dia para nós, da imprensa, fazermos balanço do que ocorreu no esporte no fim de semana. Triste é neste 18 de fevereiro de 2019 ter muito pouco de esporte para falar, uma vez que o que mais chamou atenção foram fatos extra-campo, extra-quadra. Não vamos discutir qual gol mais bonito, qual vitória mais marcante, até mesmo uma conquista fica em segundo plano. Tudo por incompetência de quem deveria garantir que tudo saísse da melhor forma possível.

Desde o rompimento da barragem da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho, está difícil concentrar nas disputadas, que ficam completamente supérfluas diante da perda de tantas vidas. Ainda mais depois da tragédia no Ninho do Urubu, 15 dias mais tarde. E agora, dessa barbaridade que fizeram na final da Taça Guanabara, entre Vasco e Fluminense (foto), no Rio.

 

                                                                                                                                                                                                                                            ANDRE FABIANO/CODIGO19/ESTADAO CONTEUDO

 

Nunca vi alguém tratar tão mal o próprio produto quanto fizeram os clubes e a Federação de Futebol do Rio (Ferj). Discutir por causa de lado de torcida no estádio pode ser justo, mas jamais poderia ofuscar o principal, que é o jogo e a presença dos torcedores. A falta de sensibilidade, a pouca abertura ao diálogo, a vontade de mostrar força de ambos os lados fez o clássico carioca, um dos mais charmosos do Brasil, ficar completamente em segundo plano. Tanto que programas de rádio e TV, os jornais e os sites preferiram destacar a confusão, inclusive as provocadas por decisões judiciais, do que a vitória vascaína.

Está na hora terem mais cuidado com o nosso futebol. Os Estaduais já não são atrativos, se ainda dificultarem a ida do torcedor, aí não serão só essas disputas que estarão em risco, mas o próprio esporte bretão. Não é à toa que muitos, principalmente os mais novos, preferem ficar em casa ligados em campeonatos europeus do que ir aos estádios, onde são mal tratados e atualmente também extorquidos por preços exorbitantes – não é raro cobrarem R$ 4 por um mero copo d’água.

Vamos torcer para este mal momento ficar para trás junto com os primeiros 48 dias do ano. E procurar fazer nossa parte, seja como repórter, torcedor, dirigente, jogador, treinador, árbitro, blogueiro, autoridade policial, membro do judiciário.

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