Obrigado, BH

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Lá se vão 42 anos desde que deixei a Salinas natal para viver em Belo Horizonte. Cheguei deslumbrado com a chance de viver na capital do estado, na cidade grande, com tantas possibilidades. Criança, nenhum perigo passava pela minha mente.

A adaptação foi rápida, a ponto de desde de sempre me considerar belo-horizontino, ainda que corpo e alma sigam norte-mineiros. Aqui aprendi a ler e também escrever, o que acabaria por se tornar meu ganha-pão. Entre as montanhas consegui finalmente assistir aos times que só ouvia no rádio ou via, raras vezes, na TV preto e branco do interior. A primeira vez no Mineirão, então, em um Atlético x Cruzeiro, no começo de 1978, nunca sairá da memória – nem mesmo o detalhe de não termos conseguido acessar a arquibancada pela lotação do lugar tirou o amor por aquele templo.

Vieram incontáveis partidas como espectador. Até treino da Seleção Brasileira, que aqui treinava para a Copa do Mundo de 1982, eu consegui assistir na Toca da Raposa. Obrigado, grande amigo Lee, até hoje vizinho da minha mãe.

E também shows de rock de todos os tamanhos. De The Cure no Mineirinho a Replicantes n’A Obra, passando por artistas de vários estilos em apresentações no Palácio das Artes, Music Hall, Lapa Multishow, Olympia,  Squat, Trash, Broday, Bar Nacional, Matriz, Calabouço…

Do centro, onde fui criado, avancei por bairros para praticar bicicross ou tentar a sorte em testes de basquete, handball e futsal. Tive a honra de ser dispensado por Minas, Recreativo, Ginástico, Mackenzie, Olímpico, Atlético e Cruzeiro, posto que qualidade técnica faltava.

Aqui fiz meus melhores amigos, vi a família crescer, com o nascimento de sobrinhos belo-horizontinos, e agregar. Aqui conheci aquela que mais me dá força, a Tatiana.

Por tudo isso, só posso dizer: parabéns, Belo Horizonte, por seus 121 anos. E obrigado por tudo.

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