Não à idiotice, lá como cá

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Os acontecimentos que impediram a realização do segundo jogo da final da Copa Libertadores de 2018, entre Boca Juniors e River Plate,  nos mostra o quanto ainda temos de evoluir. Digo nós porque considero argentinos e brasileiros, além de chilenos, uruguaios, paraguaios, bolivianos, peruanos, colombianos, equatorianos e venezuelanos, muito parecidos, com a diferença de que nossos vizinhos falam espanhol. Somos todos sociedades desiguais, com muitas mazelas, mas potencial enorme. Uma penas que gostemos tanto de nos auto-sabotar, como ficou claro no sábado em Nuñez.

Seria fácil sentar no próprio rabo e criticar a “macacada” dos outros, como diz um velho ditado. Mas a verdade é que do lado de cá da fronteira também já protagonizamos cenas lamentáveis em jogos de futebol, inclusive atacando ônibus de delegações. Somos tão mal educados quanto nossos “hermanos” quando queremos ser. E podemos ser ótimos anfitriões, se assim nos interessar.

Não tenho solução para acabar com a violência no futebol, muito menos na sociedade, a curto prazo. Não consigo nem me convencer que punir os clubes dos torcedores violentos seja a saída. A longo prazo devemos repensar a educação de nossas crianças, ensinar a mais básica das coisas, o respeito ao próximo. Um dos melhores ensinamentos que se pode passar a quem quer que seja é: não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você.

No futebol, isso significa não comemorar quando nosso time é beneficiado pela arbitragem ou pelos tribunais e comissões disciplinares. Afinal, amanhã certamente será prejudicado. Também não podemos concordar com espertezas como a do técnico do River, Marcelo Gallardo, que mesmo suspenso foi à Arena Grêmio, deu instruções e nem se intimidou de entrar no vestiário da equipe, tudo terminantemente proibido pela legislação.

Todos cumprindo as regras e respeitando o próximo é o primeiro passo para sermos os ótimos países que temos potencial para nos tornar. Com cada um fazendo sua parte, não haverá espaço para que a minoria mal-intencionada faça idiotices como mandar pedras e gás de pimenta em um ônibus que leva uma equipe rival.

Um comentário para “Não à idiotice, lá como cá

  1. Você da imprensa tem que PARAR de colocar nós e o restantes dos Sul Americanos no mesmo saco. Concordo que temos problemas parecidos, porém os argentinos em especial são totalmente intolerantes. É só ver a históricos deles no futebol Sul Americano. Eles fazem essa cachorrada com qualquer um, são indomáveis, brutais e sem respeito. NUNCA souberam perder (O Galo sabe muito bem disso), Vi no programa Fox Sport Rádio um jornalista falar dos argentinos e logo caíram matando em cima dele, dizendo que ele não poderia falar isso, nem aquilo e blá blá blá. Nós que ficamos atrás da TV sabemos muito bem como eles são. E não mais acreditamos na mídia que defende uns e põe no mesmo bojo os ruins e médios e bons. Tá ERRADO.,

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