Peço ajuda aos universitários

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Tenho andado em crise com a música. Se o futebol continua me fascinando, a cena rocker não tem me chamado muita atenção. Não sei se é por falta de novidades mesmo ou se a idade realmente chegou – mentalmente, digo, pois cronologicamente sou quase um idoso –,  não consigo me empolgar com bandas que me apresentam ou que me são sugeridas pelos robôs que se baseiam em meu gosto musical pelo que escuto e leio em diversos sites.

Tudo tem soado meio repetitivo aos meus ouvidos. É um dos problemas de ficar velho: dificilmente você se surpreenderá com algo. Além do mais, sempre fui meio ranzinza.

Tenho procurado ter boa vontade com as bandas e músicos indicadas/indicados  por amigos. E algumas coisas são realmente interessantes, como The Interrupters, banda de Los Angeles nem tão nova, mas que só fui procurar este ano. Eles são de 2011, mas só a partir de 2014 ganharam maior exposição. É possível conferir um pouco deles aqui: https://www.youtube.com/watch?v=q7Ol-YDS4Jc ou aqui: https://www.youtube.com/watch?v=Cj2h26O1MqA

Não se trata de nada extraordinário. Apenas boa música para embalar a vida, que muitas vezes está cinzenta e sem graça.

Gostaria que você me ajudassem indicando boa música para este veterano escriba. Que promete voltar a postar com mais frequência no blog. Ando pouco inspirado, é verdade, mas vou me esforçar mais. E com música fica mais fácil. Ainda mais em final de temporada do futebol brasileiro.

 

 

11 comentários para “Peço ajuda aos universitários

  1. Putz, pois eu encontro o tempo todo bandas novas das quais acabo gostando. Algumas nem são novas, mas nunca tinha ouvido. Ultimamente tenho ouvido muita música russa (pop e rock), devido à minha namorada que é de S. Petersburgo (ela organizou umas festas com temática russa este ano e me botou pra ser DJ). Como não dá pra ter uma referência do que vc gosta e conhece, vou me ater a bandas deste século um pouco mais desconhecidas:

    – The Thermals (indie rock, lo-fi, punk rock). Recomendo o disco “The Body, The Blood, The Machine”
    – Cage The Elephant (indie rock). Vieram ao Lolla 2014, fizeram um show empolgante. Recomendo o “Melophobia”.
    – Kurt Vile (indie rock). Baita guitarrista. Vi um show dele em 2009, no Black Cat DC em Washington DC. Recomendo o “Wakin’ on a Pretty Daze”.
    – Valv (indie rock). Banda de BH que voltou à ativa este ano com um showzaço n’A Obra de lançamento do novo EP. Tem no Spotify.
    – Beulah (a banda indie, e não a cantora). Recomendo todos os discos deles, com o cuidado de que o primeiro (“Handsome Western States”) é totalmente lo-fi, gravado num estúdio caseiro.

    Outras que recomendo e não sei se conhece, mas são mais famosas que essas: The Shins, Death Cab for Cutie, Yo La Tengo, Teenage Fanclub, Interpol, Luna, etc. Enfim, tem muita música para ser “descoberta” por aí… o negócio é que tem muita gente que só escuta o mesmo de sempre o tempo todo (Beatles, Stones, Metallica, Guns, etc) e acha que novidade no rock é o último disco do Foo Fighters.

  2. Royal Blood, duo inglês formado por baixo e bateria. O pulo do gato é que o baixista pluga o baixo em dois amplificadores de guitarra e em um amplificador de baixo (tem mais alguns detalhes técnicos que desconheço tb) e o som fica igual a de um power trio de guitarra, baixo e bateria. Até o Jimmy Page curte muito a banda.

  3. Prezado, para ficar em uma gravadora, a brasileira Abraxas tem um cast dos melhores, com bandas nacionais e internacionais espetaculares. Como exemplos das primeiras, Necro, Quarto Ácido, Galactic Gulag, Anjo Gabriel e Barizon; já entre as gringas, destaque para Kadavar, Radio Moscow, Samsara Blues Experiment, Neurosis e Blind Horse. Todas apresentam um som bastante puxado para o hard/psicodélico, com exceção da Barizon, com uma pegada mais heavy/thrash. Também gosto muito de muitas outras representantes da onda retrô do som dos anos 1970, como The Answer (maravilhosa), Vintage Caravan, Blues Pills, Lucifer, Graviators, Rival Sons, Scorpion Chile e Greta Van Fleet. Nessa vibe, BH tem a excelente Preta, que dividiu palco no último feriado com outras duas não menos merecedoras de muita atenção, a paulista Firth Grave e a norte-americana Earthless. As três fizeram showzaços, daqueles de bater cabeça o tempo inteiro. Já entre as que se inspiram mais no som dos anos 1980, temos Enforcer, Black Trip, Duel, Desert Colossus, Inglórios, Orchid, Mothership, Ambush. Ah, não podemos nos esquecer, também, da Arkan, brasileira de primeira. Em resumo, tem muitíssima coisa boa, volto quando me lembrar de mais. E bons sons para você!

  4. I am no university student, but i can surely tell you that good music will always be good music.Doesn`t matter when it was released to the public,if it has quality it will stand the test of time 4 sure.CCR:Good men through the ages,trying to find the sun…

  5. No momento em que os sons se parecem cada vez mais, eu passo por um dilema parecido com o seu. Nos últimos tempos me chamaram a atenção as bandas All Them Whitches (um stoner rock psicodélico) e Ty Segall (de difícil definição.) Mas a maioria dos sons que eu gosto já tem mais de 10 anos. 20, 30, 40 e por aí vai…

  6. Não é você que é ultrapassado, são os músicos e as músicas que perderam qualidade. Não existe mais mega bandas, consequentemente excelentes trabalhos como nos anos 60, 70 e 80. O que existe são algumas bandas que fazem às vezes uma boa música, lança um disco com 10, 12 outras músicas ruins e aquela boa música dele se perde no meio de outras ruins que tem de ser garimpada pelo ouvinte ou ser divulgada de boca a boca muitas vezes somente no meio universitário. Nem mesmo as emissoras especializadas em rock consegue separar esta boa e nova música das antigas, então novamente ela fica perdida no meio das outras. Se estas boas bandas existirem, estão em mercados menos expressivos como no exemplo russo dado pelo nosso amigo Gustavo aí em cima, mas que não chega até a gente pelas rádios especializadas por se perderem no meio de muitos trabalhos ruins e não atenderem aos interesses econômicos que farão a sobrevivência das emissoras.

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