Para não patinar, patinete

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Desde o primeiro dia em que cheguei a Moscou, há um mês, me chamou atenção o número de pessoas usando patinetes para se locomover. O que no Brasil é brincadeira de criança, aqui se tornou meio de transporte. Não é raro ver homens de terno e gravata se deslocando sobre aquele “brinquedinho” de rodas pequenas.
Claro que a topografia da cidade, com poucos aclives, colabora. Mas ainda me surpreendo quando vejo gente já bem além da puberdade entrando no metrô carregando seu patinete.
Como a demanda é grande, a indústria tratou de supri-la. Há diversos modelos do equipamento, dos mais simples, em que se freia usando o calcanhar para pressionar o paralamas sobre a roda traseira, até os mais equipes, com freio a disco e luzes traseiras e dianteiras. Ontem, chegando ao Estádio de Luzhniki, observei um que na verdade é um triciclo, com duas rodas atrás e que se impulsiona abrindo e fechando as pernas. Muito engenhoso, apesar de ficar menos “carregável” quando necessário.
O patinete está tão na moda que duas empresas lançaram sistemas de compartilhamento semelhante ao das bicicletas, existentes em muitas cidades do mundo, incluindo Belo Horizonte. Eles são elétricos e podem atingir até 25 km/h.
Para alugá-los basta baixar aplicativos para smartphones e seguir algumas regras. É permitido utilizá-los em ciclovias, ruas e até mesmo nas calçadas – desde que não atrapalhe os pedestres.
Não sei se o patinete funcionaria em uma cidade de relevo acidentado como BH. Mas tudo que puder ajudar na mobilidade é bem-vindo, inclusive para complementar o transporte por ônibus e metrô, por exemplo.

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