Confraternizar é preciso

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Copa do Mundo é diferente. Aliás, torcer para seleção é diferente. Não há aquela rivalidade do dia a dia como no caso dos clubes, não há o vizinho para você brincar, o colega de trabalho para espezinhar, o garçom para encher a paciência. Talvez por isso, o clima, na maioria das vezes, seja mais leve entre as torcidas, que em geral conseguem confraternizar antes, durante e depois das partidas.

Por isso gosto tanto do Mundial. Podia ser assim sempre, inclusive nos clássicos. Em Porto Alegre, colorados e gremistas já provaram que isso é possível.

Para tanto, basta algumas pessoas mudarem o comportamento. Vejo alguns brasileiros muito agressivos na Rússia. Enquanto torcedores de outros países se divertem, trocam brincadeiras e também incentivos, vi compatriota espumando pela boca ao gritar “pentacampeão” em revide àquelas músicas debochadas dos argentinos – eu sei, eles parecem folgados e é duro aguentar aquele sotaque e as mãozinhas balançando, principalmente quando o resultado não vem.

O que defendo é que a diversão tem de vir antes da rivalidade. A gente pode aproveitar a Copa para criar umas músicas novas, que não ofendam ninguém. Nisso, os hermanos são craques e se diferenciam das demais nacionalidades presentes em Mundiais. Os mexicanos são animados e também cantam algumas coisas, mas não têm a mesma criatividade.

Incrível que em um país tão musical quanto o nosso a gente ainda tente incentivar os jogadores com alguns gritos de “Brasil, Brasil” ou, ainda pior, o famigerado “sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”. Vamos ter mais amor no coração para respeitar o diferente. Isso vai nos inspirar, tenham certeza, para esta e também para as próximas Copas.

 

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