Hora de decidir que rumo tomar

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Vamos para mais uma final de Campeonato Mineiro. A 23ª vez em que Atlético e Cruzeiro decidirão o título na Alterosas de forma direta.  A equipe celeste foi campeã em 13 ocasiões, enquanto os alvinegros somara 10 títulos – em  1956 o título foi dividido, por questões judiciais. Nos últimos 22 anos, trabalhei em todas as finais, seja nos estádios, seja na redação. O suficiente para saber que a conquista vale mais pela rivalidade que pelo título em si. Afinal, o que vai acrescentar aos dois rivais mais um título local? Assim como o perdedor não deve encarar como fracasso retumbante.

“Estaduais servem para iludir quem ganha e desestabilizar quem perde”. A frase é antiga e tendo a concordar com ela. Mas também se pode tirar boas lições dos torneios  que movimentam um número grande de times e jogadores. Já de torcedores não se pode dizer o mesmo, salvo exceções, como têm feito os cruzeirenses este ano.

Se o Campeonato Mineiro for usado como preparação para o restante da temporada, pode ser de grande serventia tanto para Atlético quanto para Cruzeiro, sem falar em outro mineiro que está na Série A do Campeonato Brasileiro, o América, ou mesmo na Série B, o Boa. É preciso tirar conclusões, fazer análises detalhadas de tudo que o time apresentou, sabendo o tamanho dos adversários que enfrentou.  Nem se empolgar demais em caso de conquista, nem se deprimir com um eventual fracasso.

A partir daí se decola para voos mais altos, como o próprio Nacional e a Copa do Brasil e, no caso do Cruzeiro, também a Copa Libertadores. Que dirigentes, comissão técnica e jogadores tenham a dimensão exata do que o Mineiro representa. Independentemente do resultado, da euforia ou frustração da torcida.

 

SENSACIONAL – Não sou muito fã da carreira solo do cantor e compositor David Byrne, mas fiquei muito impactado com a apresentação dele em Belo Horizonte, na última quinta-feira. Trata-se de um artista, não apenas um músico. Alguém com percepção realmente acima dos mortais, que não se acomodou com o sucesso que faz ou fez ainda na época da banda Talking Heads. O show foi uma experiência sensorial impactante. Se, como disse, a música não era exatamente a minha preferida, a iluminação, cenário, coreografia e próprio som estiveram incríveis. Destaque também para a banda de 11 integrantes que acompanha o norte-americano, todos com captação sem fio dos instrumentos, conferindo mobilidade única. Uma aula de entretenimento.

 

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