Um basta na gastança

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Os dirigentes de clubes brasileiros seguem irresponsáveis. Quanto mais conseguem arrecadar, mais gastam, muitas vezes de forma irresponsável, sem critério. Alguns podem dizer que as agremiações não foram criadas para dar lucro, mas, sim, para ganhar título. Só se esquecem que é bem mais fácil ganhar título com salários e demais contas em dia. E que a fama de caloteiro pode afastar até jogadores medianos na busca por reforços.

Não é preciso ser PHD em economia, nem mesmo economista, para saber que se você ficar muito tempo gastando mais do que arrecada a falência será seu destino. Pode demorar um pouco, mas será. Os clubes ganham sobrevida, pois, ao contrário da maioria de empresas, instituições e pessoas, conseguem protelar quase “ad infinitum” o pagamento de impostos. E quando chega a cobrança, ela vem não com juros, mas com desconto. E ainda um prazo gigante para ser quitada. Como os governos são bonzinhos.

A maior parte dos clubes brasileiros tem dívidas milionárias. Mas ninguém parece se importar. Se vier título, praticamente ninguém vai reclamar. Vivemos uma grande crise econômica no Brasil, mas, no futebol, parece que está tudo bem, salários continuam astronômicos, inclusive para jogadores comuns; treinadores são excelentemente remunerados; premiações são oferecidas, mesmo que ganhar devesse ser obrigação e com os cofres vazios.

O único jeito de acabarmos com loucuras como a que estamos vivendo é responsabilizando os mandatários por negócios malfeitos, fazendo-os responder com o próprio patrimônio. E não estou falando de contratações equivocadas. Isso é do esporte. Digo de negociações comprovadamente ruins para a instituição. Os próprios conselhos deliberativos podem ser importantes nisso, fiscalizando e denunciando, para o bem de todos.

A lógica é simples: com melhores administrações, salários dentro de padrões aceitáveis, poderemos ter ingressos mais baratos e programas de sócio-torcedor com valores jutos. E estádios cheios, que fazem muito bem para o futebol.

 

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Como este é também um espaço de música, segue hino de uma banda dos anos 1960 que está em forma até hoje: https://www.youtube.com/watch?v=f7Nffq0bOgE

Um comentário para “Um basta na gastança

  1. Paulo, bom dia! Gostaria de saber mais sobre os ingressos da parte inferior roxo do Mineirão. Na semana do jogo entre Cruzeiro e Atlético/MG, válido pelo Campeonato Mineiro, ainda na fase de classificação, havia informações da venda de ingressos no site oficial do Cruzeiro. O inferior roxo estava disponibilizado e que custaria R$250,00, se não me engano. No Mineirão, quando fui retirar os bilhetes (2), a mulher do caixa informou-me que esses ingressos não estavam à venda e fui forçado a comprar para outro setor. Na saída, encontrei-me com você, que estava usando um crachá, acredito eu, de organizador do evento. Perguntei se você tinha informação do setor inferior roxo. Sua informação não bateu com a da moça. Você me falou que todos os ingressos deste setor era administrado pro uma empresa. Espero que você tenha se lembrado do episódio e aguardo pelo seu retorno. Um grande abraço! Admiro o seu trabalho! Ibrahim

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