Quem merece o título?

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O Campeonato Brasileiro está indefinido, ainda que  a vantagem do Corinthians seja considerável. Faltando oito rodadas para o fim da competição, a diferença está em seis pontos  para os dois vice-líderes, Palmeiras e Santos, a menor em bastante tempo, o que deixa a disputa aberta.

A pergunta que faço é: alguém está merecendo mais que o Timão ser campeão brasileiro este ano? Aliás, alguma equipe verde-amarela jogou bem este ano, salvo em ocasiões esporádicas, como clássicos? Se sim, eu não vi.

O próprio Corinthians teve muita eficiência, mas raramente jogou bonito. Se for campeão, será justamente por ter feito uma campanha belíssima, mas com futebol pragmático, jogando “a conta do chá”, como diriam os mais antigos.

Os outros também não foram muito diferentes. Com isso, fui mudando minhas preferências durante o Brasileiro. Em algum momento, achei que o Grêmio de Renato Gaúcho e Luan era o melhor time e seria o candidato a buscar o líder. Depois, passei pelo Palmeiras, então dirigido por Cuca e cujo elenco é um dos mais caros do Brasil, se não for o mais caro. Por último, me iludi com o Santos do competente Levir Culpi. Me decepcionei com todos eles, por motivos que vão da participação na Copa Libertadores à inexplicável queda de rendimento, e agora fico desconfiado quando alguma equipe se destaca.

Torço para que o Corinthians não dispare novamente para que tenhamos emoção até o fim da maior e mais importante competição nacional. Assim, talvez não tenha de ouvir alguns defendendo a volta do mata-mata, que considero absoluto retrocesso.

 

Clássico mineiro

 

Gladyston Rodrigues/E.M./D.A. Press

 

Cruzeiro 1 x 3 Atlético foi no domingo, mas ainda é assunto entre os torcedores, como comprovei ao frequentar locais públicos de Belo Horizonte nesta terça-feira. Os atleticanos exaltam Robinho, autor de dois gols, mas reconhecem que o time não teve bom ano. Já os cruzeirenses, que ainda comemoraram a merecida conquista da Copa do Brasil, ficaram compreensivelmente chateados com a derrota para o maior rival.

O jogo foi muito interessante, com dois tempos distintos e vitória alvinegra merecida, pois soube aproveitar as chances que teve. Só não acredito que tenha havido muita influência dos treinadores no resultado, como ouvi por aí. O Cruzeiro era melhor no jogo até tomar o segundo gol, que surgiu de lance fortuito, segundo palavras do técnico atleticano Oswaldo de Oliveira. Foi o suficiente para desarrumar o rival, que passou a dar espaços, muito bem aproveitados pelo Galo e, principalmente, por Robinho, desde sempre craque, ainda que esteja longe de seus melhores dias.

O momento agora é de reflexão. Nem o Atlético pode achar que está tudo certo, nem o Cruzeiro deve acreditar que está tudo errado. No futebol, a linha entre sucesso e fracasso é tênue e pode ser representada por uma bola bem batida ou a infelicidade de um defensor ou goleiro.

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