Copo meio cheio

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Que Cruzeiro e Grêmio proporcionaram um dos melhores jogos do ano no Brasil, se não o melhor, não há dúvidas. Porém, há sempre quem questione uma partida com muitos gol, dizendo que os times foram frouxos na marcação, que as defesas falharam, que o placar é mais comum em peladas. Prefiro enaltecer a aplicação e entrega dos dois times.

Vamos começar pela equipe mineira, que foi dona da casa. Poucas vezes os comandados por Mano Menezes correram tanto quanto na segunda-feira. E também construíram tantas jogadas. Logo com 4min Alisson acertou a trave – voltaria a fazê-lo ainda no primeiro tempo. Rafael Sobis obrigou Marcelo Grohe a grande defesa. O time não desanimou quando ficou atrás no placar. No fim, Élber acertou o travessão. São muitos méritos. A torcida celeste espera que assim continue, principalmente em jogos menos badalados, como será contra a Ponte Preta, nesta quinta-feira.

Já os gremistas vêm mostrando ser um time muito ajustado taticamente, com quase todos os jogadores participando da marcação e também saindo para o ataque. Some-se a isso um craque, Luan, que desequilibra qualquer jogo. É impressionante como ele tem facilidade para se movimentar, como incomoda dentro da área e pouco depois já está mais atrás, cuidando da armação das jogadas e tentando deixar os companheiros em ótimas condições.

Claro que houve falhas de marcação. Afinal, se ninguém errar, todos os jogos vão terminar 0 a 0, dizem por aí. “E o futebol ficaria muito chato”, afirma Mano Menezes. Pode ser. Mas é certo também que há erros induzidos pelo adversário. Foi o que bem vi no Mineirão.

A torcida reconheceu. Tanto a maioria cruzeirense quanto os tricolores, em bem menor número, mas bastante animados, deixaram o Gigante da Pampulha comemorando. Afinal, não seria justo haver um vencedor pelo que os dois rivais apresentaram. Ganhou quem gosta de futebol.

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