A importância da participação de todos

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Enquanto muitos gritam por “Diretas Já” para presidência da República, os conselheiros dos principais clubes mineiros se prepararam para eleições indiretas neste ano. É curioso como é mantida a estrutura não só em Minas Gerais, mas em quase todos os clubes do Brasil, com apenas conselheiros votando.

Isso é consequência de vários fatores. Um dos principais é a nossa disposição para delegar poderes ao invés de assumir responsabilidades. Temos a tendência de querer alguém para apontar o dedo caso as coisas não saiam como a gente gostaria.

Pelo que já vi, a grande maioria é contra, por exemplo, à formação de conselhos gestores nos clubes. As justificativas são várias, indo da demora na tomada de decisões aos desentendimentos entre os membros. Suspeito, porém, que as pessoas preferem mesmo é ter a quem culpar no caso de fracasso. Ou, na direção contrária, quem personificar se um grande título for alcançado. Justo em um esporte tão coletivo como o futebol, precisamos de herói a cada jogo, a cada disputa, a cada semana.

Admito que não é fácil. Cada cabeça, uma sentença, diz o ditado popular. Mas os conselhos gestores evitariam que dirigentes se perpetuassem no poder e tirassem vantagens pessoais disso. Ou que o mal feito seja varrido para debaixo do tapete, ainda que não impeça de ocorrer. Quanto à rapidez para efetuar uma contratação, por exemplo, basta que seja definido até onde o clube pode chegar para contratar um jogador para determinada posição.

Não tenho nenhuma pretensão a cientista político, apenas observo e vivo o dia a dia dos brasileiros. Sou um deles, com orgulho, com defeitos e qualidades como os demais. Só considero que seria bem mais fácil tomar decisões juntos, as coisas tendem a ser mais justas quando mais gente participa. Mas, diante da crise política atual, um assunto tão polêmico gera mais dúvidas que certezas. Fico me perguntando até onde vai a falta de representatividade do povo brasileiro no atual sistema. O Congresso Nacional é dominado por homens brancos, ricos e com mais de 50 anos, ou seja, bem diferente da maioria da população. Será que não sabemos votar? Ou simplesmente não nos importamos que gente tão diferente de nós decida nosso futuro?

2 comentários para “A importância da participação de todos

  1. Temos de entender que torcedor é só isso mesmo, torcedor. Os donos do clube são seus fundadores e os associados porteriores, e sendo uma empresa privada, não cabe interferência externa, a não ser da fiscalização governamental. Não tem nenhuma lei obrigando o torcedor a torcer por este ou aquele clube, e por ser associado a ele, isso por si só não lhe permite ser eleitor, você só é permitido usar as dependências e usufruir elas. O clube não é seu, você só é participante. O torcedor é um participante, não é associado e nem tem direito sobre o clube. Se não gosta, mude, do mesmo jeito que mudou de um clube de lazer por outro. Se o torcedor só acha que pode interferir e mudar alguma coisa, é por que a imprensa esportiva assim fala, mas está errada. Se não gosta do clube mude pra outro, se não c gosta de um jogador nada muda, se o clube acha que ele representa e joga pelo que paga, então…

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