À mercê dos mecenas

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Ao anunciar o acerto com o armador Thiago Neves, o presidente Gilvan de Pinho Tavares revelou que o Cruzeiro só conseguiu efetivar a contratação porque contou com a ajuda financeira de “um grande cruzeirense”. Isso é só mais uma prova que ao invés de clubes-empresa e de administrações profissionais, ainda vivemos quase no amadorismo. Usei o exemplo celeste, mas tem vários outros clubes que recorrem a torcedores abonados para se reforçarem e até para fecharem as contas. Ao menos não recorrem (normalmente) ao poder público para isso.

Em pleno século 21 os clubes já deviam ter aprendido a andar com as próprias pernas. Porém, quanto mais aumentam as receitas, mais aumentam os gastos, em uma política temerária e que nunca vai permitir a tão desejada independência financeira.

São poucos os clubes com planejamento a longo prazo. A maioria alcança no máximo o mandato do atual administrador/presidente/conselho gestor, quando deveria discutir planos para uma década, para 20 anos, para 30 anos. E não é raro vermos quem chega ao poder reclamar de ter encontrado os cofres vazios, o clube sucateado, o grupo de jogadores entregue a empresários. Aí, o jeito é recorrer aos “amigos”, em um ciclo vicioso difícil de parar.

O futebol brasileiro nunca gerou tanto dinheiro. Mas os dirigentes parecem novos-ricos que não tem noção de quanto valem as coisas. Saem gastando sem dó, pagando caro em produtos (jogadores) de qualidade duvidosa. Uma grande oportunidade está sendo desperdiçada.

Um comentário para “À mercê dos mecenas

  1. os

    Paulo Galvão, bom dia!
    Curto muito seus comentários, simples e diretos. Espero que você sempre continue com esta imparcialidade.
    Abraços,

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