Treino e inteligência

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Vendo alguns dos jogos que abriram a 35ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2016, me impressionou como alguns times se mostraram acomodados. Mesmo à frente no placar, como foi o caso do Flamengo diante do América, nada justifica a morosidade apresentada. O rubro-negro ainda tem chances matemáticas de títulos, mas que parecia brigar na parte de cima foi o Coelho, que merecia ao menos o empate. Já o Atlético-PR claramente esteve satisfeito com o empate com o Fluminense. Tudo bem que o jogo foi no Maracanã, mas quem quer mesmo ir para a Copa Libertadores precisa ter mais apetite.

Alguns podem justificar ressaltando o fato de estarmos em fim de temporada, com os jogadores já cansados depois de tantas competições, em um calendário desumano. O argumento cai por terra se levarmos em conta a vitória da Chapecoense sobre o Botafogo, no Rio. O time catarinense abriu o marcador aos 32 minutos do primeiro tempo e não se acomodou, chegando ao segundo gol aos 19 da etapa final, em contra-ataque mortal.

Gostaria de ver equipes sempre jogando para frente, buscando o gol, mesmo quando em vantagem. Sei que é importante se poupar pensando nos últimos jogos, mas acho ser possível manter a ofensividade sem se desgastar. Basta ser inteligente e estar bem treinado.

Algumas equipes conseguem alternar intensidade ofensiva com momentos de tranquilidade. Quando os adversários pensam que elas cansaram, são surpreendidos por outra onda de ataque que normalmente resulta em bola na rede. Pena que elas sejam cada vez mais raras no nosso futebol.

DECEPÇÃO
Raro também tem sido o público em alguns bons shows em Belo Horizonte. No início de novembro, por exemplo, a produtora 53HC, sempre parceira do Rock’n’Bola, realizou festival incrível, como bandas de vários estilos, entre novatas e veteranas. Nomes como Camisa de Vênus, Plebe Rude e BBGG mereciam bem mais gente para curtir suas apresentações sensacionais. Será que as pessoas estão preferindo ficar nas redes sociais do que curtir boa música? Espero que não.

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