Quando o placar não reflete o jogo

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Depois de ver Corinthians 4 x 0 Flamengo, em São Paulo, e Cruzeiro 0 x 3 Atlético-PR, em pleno Mineirão, a famosa justiça no futebol voltou a ser assunto. Pelo que apresentaram tanto o rubro-negro carioca quanto o time celeste até sofrer o primeiro gol, de forma alguma podia-se esperar que deixariam o Itaquerão e o Gigante da Pampulha goleados.  Então os placares foram injustos? Sim e não.

Não diria que os resultados não exprimiram o que foi feito em campo, mas tanto o Urubu quanto a Raposa mereciam melhor sorte pelo volume apresentado, por terem tomado a iniciativa, proposto o jogo. Principalmente o time da Gávea, por estar jogando na casa do adversário.

Claro que corintianos e atleticanos alegarão que o que interessa no futebol é bola na rede e, olhando apenas por este ângulo, eles estão certos. Os adversários podem ter sido melhores, mas Corinthians e Atlético-PR foram mais eficientes, atingiram o objetivo do esporte bretão, que é marcar gol. E não apenas um, mas vários. Já flamenguistas e cruzeirenses podem ter dominado as ações, mas foram incompetentes no momento fundamental, o da finalização.

Os derrotados em ambas as partidas também têm em comum o fato de seus jogadores terem cometido error grosseiros na defesa. E depois  se perderem completamente em campo, proporcionando as condições ideais para o oponente consolidar o triunfo.

Ou seja, é preciso preparar os atletas não só técnica, física e taticamente, mas também mentalmente. Se tivessem mantido a cabeça no lugar, tanto flamenguistas quanto cruzeirenses teriam plenas condições de empatar e até virar seus jogos.  Não o fizeram e pagaram por isso. Não dá para dizer que foi injusto. Injusto seria se um fator externo, como erro de arbitragem ou gol do massagista, tivesse ocorrido. Não foi o caso.

 

PS: Na final da Eurocopa também podemos dizer que não ganhou quem se apresentou melhor. Até por jogar em casa, a França teve muito mais iniciativa que Portugal. A bola na trave aos 46min do segundo tempo, porém, mostrou que não era dia dos “Bleus”. Melhor para os portugueses, aproveitaram descuido defensivo na prorrogação para marcar o gol e conquistar o título inédico.

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