Novo futebolês

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Como tudo no mundo, o vocabulário do futebol muda de tempos em tempos. Expressões como goalkeeper ou center-half quase não são lembradas, enquanto outras foram incorporadas por torcedores, jornalistas, radialistas, dirigentes, técnicos, preparadores físicos e jogadores.
Há não mais que alguns meses, passou-se a falar, por exemplo, em “marcação alta”. Isso nada mais é que adiantar a equipe para ficar mais perto do gol adversário.

Ultimamente também os jogadores que atuam pelas beiradas de campo jogar “por fora”. Já os que jogam mais centralizados se movem “por dentro”.

Há ainda os que buscam inspiração na construção civil. Dizem, por exemplo, que há jogadores que sabem fazer “o corredor”, referindo-se a uma região específica do campo. Ou o atacante que faz bem “a parede”, que não passa do tradicional pivô.

Nada tenho contra novas expressões. Ao contrário, acho que temos mesmo de procurar sair da mesmice, mas, às vezes, demoro para assimilar tanta novidade.

Talvez seja o que sentia meu pai, seu Isaías Galvão, quando me contava sobre os grandes times das décadas de 1940 e 1950. Uma das coisas com a qual ele se divertia era quando os narradores, nas décadas de 1970 e 1980 falavam sobre o zagueiro central e quarto zagueiro. “Houve uma época em que os times jogavam com o beque de espera e o beque de avanço”, dizia, com um leve sorriso no rosto.

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