Reação em cadeia

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Costumamos olhar apenas para nossos próprios umbigos, mas a verdade é que pertencemos a uma engrenagem bem maior. Assim também é com os clubes, nos quais os torcedores comemoram quando há alguma contratação que consideram boa e lamentam ao perderem um ídolo ou até mesmo um jogador comum, mas útil.

Desde 2013 é comum as agremiações brasileiras perderem atletas não só para o admirado futebol europeu, mas também para o chinês, o novo-rico do mercado, aquele que não se importa em pagar mais do que muitos profissionais valem. Praticamente todos os grandes clubes nacionais já cederam jogadores aos clubes do país de Mao Tsé-Tung.
Como uma espécie de classe média em época de inflação alta, cabe aos brasileiros buscarem alternativas para continuarem tendo uma vida digna. Se com o dólar a R$ 4 já não dá para repatriar mais ninguém e com os próprios clubes menores cobrando fortunas por seus melhores jogadores, a saída para a maioria é atravessar fronteiras. Assim, devemos ter recorde de jogadores sul-americanos este ano no Brasil.
Cruzeiro não se intimidou em ir à Argentina buscar os armadores Pisano e Sánchez Miño. “O futebol brasileiro mudou. Antes, os clubes grandes iam aos médios e buscavam jogadores, negociando-os depois com a Europa. Agora, os clubes médios já pedem valores finais, além dos salários, que estão bem mais altos. Assim, ficou mais fácil ir a países vizinhos. O Pisano é um exemplo disso, é um jogador jovem, um dos mais promissores da Argentina, que já é realidade, e foi muito mais fácil de contratar que seria um brasileiro”, argumenta o vice-presidente do clube celeste, Bruno Vicintin.
O Atlético, que já contava com Lucas Pratto e Dátolo, foi buscar o equatoriano Cazares também em terras “hermana”. Outros reforços de lá estão na mira e podem ser fechados nas próximas horas ou nos próximos dias.
Assim, quem está reclamando bastante são os “hinchas” argentinos, que já perdiam jogadores para os europeus e agora perdem também para os brasileiros em virtude da moeda bastante desvalorizada. A solução para eles é buscar atletas no Peru, no já citado Equador, na Colômbia, na Venezuela. Aí, quem fica em prantos são os torcedores desses países, em uma relação de onde quem pode mais chora menos, como versa o dito popular.

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