Você sabe como os tratamentos radioterápicos são testados?

Publicado em câncer, oncologia, radioterapia

Simulação feita com boneco ultra-tecnológico ajuda a testar a excelência dos tratamentos radioterápicos em pacientes reais

O tratamento de radioterapia, como muitos sabem, envolve o processo de aplicação de feixe de radiação diretamente no tumor para atingi-lo e destruí-lo. Existe uma enormidade de cálculos para se chegar à posição ideal do feixe de radiação e atingir exatamente o local desejado. Mas como o médico tem certeza de que o tratamento aplicado em seus pacientes está correto? Como os tratamentos radioterápicos são testados?

Uma das formas é a realização de auditorias por instituições competentes. Recentemente, uma clínica de radioterapia de Minas Gerais passou por uma dessas auditorias. O Instituto de Radioterapia São Francisco (IRSF) foi testado quanto à qualidade e excelência do planejamento e tratamento de Radioterapia por Intensidade Modulada (IMRT) de cabeça e pescoço, com enfoque nos processos da Física Médica. E o processo envolve muita tecnologia!

Boneco paciente

Quem realizou a auditoria foi o  MD Anderson, um dos mais respeitados centros de ensino e pesquisa em oncologia no mundo, pertencente à Universidade do Texas/EUA.

E funciona assim: segundo o físico médico do IRSF, Arnie Nolasco, a instituição envia um simulador de paciente (boneco que imita um paciente real) para a clínica. Esse “paciente” é submetido a todo o processo interno da clínica, passando por todas as etapas regularmente, conforme os protocolos atuais. O simulador é tratado como se fosse um paciente típico e posteriormente devolvido ao MD Anderson para a avaliação dos resultados.

“O simulador de paciente feito pelo MD Anderson dispõe de uma avançada tecnologia de detecção de dose de radiação. Ele serve como um meio de conferência para assegurar se estamos cumprindo ou não os objetivos clínicos planejados e executados no aparelho de tratamento”, explica Arnie.

E o resultado foi bastante positivo. Segundo o médico, o relatório publicado pelo MD Anderson destacou que todos os critérios de acurácia estabelecidos foram alcançados pelo IRSF. Ou seja, as doses planejadas e desejadas pelo médico foram, de fato, entregues ao paciente (boneco) durante o tratamento.

Arnie explica que o MD Anderson está engajado na promoção da excelência técnica das atividades médicas em Oncologia através de diversos programas de ensino, formação continuada e processos de auditoria destinados a hospitais do mundo inteiro.

Câncer de cabeça e pescoço

A Radioterapia por Intensidade Modulada (IMRT) analisada pelo MD Anderson, é um dos principais tratamentos radioterápicos indicados para cânceres de cabeça e pescoço (que inclui orofaringe, laringe, cavidade oral, hipofaringe e nasofaringe). Segundo especialistas, essas neoplasias podem ser tratadas também com quimioterapia e cirurgia, dependendo do caso, contando ainda com uma equipe multidisciplinar. A incidência de câncer da cavidade oral, por exemplo, é de 15 mil novos casos no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer – Inca.

 

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