Como vencer o pânico e o medo durante exames de ressonância

Publicado em Bem-estar, radiologia, Sem categoria

Destaque nos principais noticiários quando atletas sofrem lesões, como no caso recente do atacante Neymar, do PSG, os exames de diagnóstico por imagem são ideais para avaliação de problemas. Entre eles os de cartilagem, menisco, ligamentos, abdômen, mamas e muitos outros. Mas, você sabia que muita gente tem pânico de fazer ressonância?

Permanecer em um ambiente estreito, com ruídos, aliado à ansiedade natural de alguns pacientes, é o que faz com que seja mais difícil encarar esse desafio. “As pessoas que têm essa fobia experimentam uma sensação muito intensa, que pode impedi-las de realizar o exame, ou dificultar muito sua realização”, explica Marco Antônio Lara, neurorradiologista do CTC Minas Gerais Medicina Diagnóstica.

Para ele, não existe um padrão no perfil das pessoas que apresentam medo do exame. “Em mais de 20 anos de experiência em ressonância, já vi paciente que informou não ser claustrofóbico apresentar sintomas de pânico e não fazer o exame. E também já vi claustrofóbicos se autocontrolarem e procederem sem sofrimento”, conta. “E, a história de que criança não fica quieta é mito. Já observei crianças de quatro, cinco anos de idade fazerem a ressonância sem se mexerem, comportando-se melhor que muitos adultos”, comenta.

Para ajudar a vencer o medo, o neurorradiologista destaca algumas medidas que podem transformar essa experiência em algo mais tranquilo e positivo.

  1. Tire todas as dúvidas:

É preciso ter uma boa conversa entre paciente e médico, esclarecer cada ponto do procedimento, para que não haja surpresas durante a execução e para que ele entre mais preparado para a ressonância.

  1. Você será observado:

Durante a ressonância, o paciente será acompanhado pela equipe da clínica. Que inclui médico, enfermeiros e técnicos de radiologia, sendo observado a cada instante. Na maioria dos casos, é possível também que o acompanhante permaneça junto na sala.

  1. Esteja confortável:

Dê preferência por uma posição que te faça se sentir mais à vontade durante todo o processo.  Algumas delas ajudam quem tem claustrofobia, como as que permitem que o paciente veja a abertura do aparelho.

  1. Nada de pânico:

Experimente colocar primeiro os pés em vez da cabeça no aparelho de ressonância. Isso é possível em exames de regiões como tornozelos, joelhos, quadris, pelve e abdômen, por exemplo. Poder ver o lado de fora faz diferença para os pacientes em situações como essa.

E, como é feita a ressonância magnética?

De acordo com Marco Antônio Lara , a ressonância mostra os tecidos internos do corpo humano sem submetê-los à radiação, como fazem os raios-x. O aparelho cria um campo magnético no organismo para que os núcleos dos átomos de hidrogênio se alinhem e formem pequenos ímãs.

A região examinada é, então, atravessada por ondas de rádio semelhantes às das FM e, quando passam pelos átomos de hidrogênio, produzem uma vibração que é detectada e enviada a um computador. Ele analisa os sinais recebidos e os transforma na imagem que aparece na tela.

A ressonância é indicado para estudar cérebro, coluna vertebral, sistema músculo-esquelético, abdômen, mamas (inclusive para avaliar próteses e câncer de mama em sua fase inicial), vasos, coração, entre outros.

Antes de começar, é preciso remover quaisquer objetos metálicos do corpo, como anéis, pulseiras, brincos, piercings, entre outros. É importante também usar roupas que não contenham peças de metal como botões, zíper, fivelas etc. É importante salientar que algumas pessoas não podem realizar o exame por questões de segurança, como as que utilizam marca-passo, por exemplo.

 

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