Casos de queimaduras em crianças aumentam no período de férias

Publicado em Dermatologia
Período de férias aumenta o risco de crianças se queimarem

Conforme estatísticas médicas, os casos de queimaduras estão entre os campeões em atendimentos em pronto socorro durante as férias. Além de lugares mais óbvios, como a cozinha, outros ambientes podem apresentar risco às crianças. Queimaduras com água-viva na praia também são bem frequentes. O Sistema Único de Saúde (SUS), no período entre 2013 e 2014, registrou mais de 15 mil casos de internações por queimadura em crianças com idade entre 0 e 10 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, um milhão de pessoas aproximadamente sofrem queimaduras no Brasil a cada ano.

Apesar de gerar certo desespero e muita dor, é fundamental cuidar de tudo desde os primeiros socorros. “Todo cuidado é pouco, pois a pele fica extremamente sensível e qualquer procedimento equivocado pode desencadear um trauma ainda maior”, explica o cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Alexander Nassif.

O médico explica que a queimadura pode ser de 1º, 2º e 3° grau, nomenclatura que define a profundidade do ferimento. Independente do nível da lesão, a primeira iniciativa deve ser deixar o lugar atingido na água corrente em temperatura ambiente (nunca devem ser usados gelo ou água gelada) para que o local da ferida esfrie. “Não aplique nada, muito menos receitas caseiras. Elas tendem a irritar a área e, ainda, podem acarretar infecções que complicam o quadro”, explica Nassif.

O processo de recuperação é doloroso e exige paciência. Em casos mais graves, há aparecimento de bolhas e dor latente. “É importante procurar atendimento médico especializado, preferencialmente um cirurgião plástico, para iniciar o tratamento com limpeza adequada e retirada das bolhas (flictenas)”, alerta.

Nassif acrescenta que, normalmente, os pacientes ficam muito preocupados com a recuperação da aparência da região atingida e pondera sobre a importância de procurar um especialista o quanto antes. “Quando o acompanhamento é desde o primeiro momento, os resultados são melhores. Tomamos todos os cuidados para a recuperação do local e para que o tecido se restitua da forma mais natural possível”, diz. Nassif acrescenta que queimaduras exigem cuidados diários e, dependendo da gravidade, existe possibilidade de não ficarem cicatrizes.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *