Acne na idade adulta pode ser sinal de alterações hormonais

Publicado em Dermatologia, endocrinologia, ginecologia

A pele mostra quando tem algo de errado com o corpo. O surgimento de espinhas, por exemplo, pode estar relacionado a alterações hormonais. Quando a acne, inflamação crônica do folículo piloso – por onde nasce o pelo –, surge em quem já saiu da puberdade pode ser um sinal de que a paciente sofre com a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), explica a ginecologista Cláudia Navarro.

Observar mudanças na pele e procurar ajuda médica é essencial

As queixas sobre acne na idade adulta são acompanhadas das de pele oleosa, queda de cabelo e excesso de pelos. “Em alguns casos, essas alterações podem ser provocadas por disfunções hormonais caracterizadas pelo aumento de androgênios, os ‘hormônios masculinos’, ou a exacerbação da ação desses hormônios na pele, órgão alvo”, afirma a médica.

Segundo ela, são muitas as causas do chamado hiperandrogenismo, sendo a mais comum a presença de ovários policísticos, que representa 75% dos casos. “Entre os sintomas estão menstruação irregular, o excesso de pelos ou distribuição com caráter masculino, queda de cabelo, aumento de oleosidade de pele e obesidade abdominal”, exemplifica.

Tratamentos

Após o diagnóstico feito por meio de exames médicos e laboratoriais, o especialista indica um tratamento personalizado para a paciente. Como a SOP é comumente associada à obesidade, a perda de peso – sob orientação – é uma das primeiras recomendações médicas, pois pode ajudar na regularização dos ciclos menstruais e, consequentemente, na melhora da pele.

Mas há ainda a opção de uso de hormônios, dependendo do caso. “Essa é uma situação típica do uso de pílulas anticoncepcionais com indicações não contraceptivas”, comenta Cláudia, afirmando que é possível encontrar o medicamento mais adequado para melhorar a pele da mulher. “O importante é que a paciente seja sempre informada sobre seu diagnóstico e a conduta que está sendo adotada, lembrando que nos casos de excesso de pelos o resultado clínico pode demorar até seis meses para ser percebido. O acompanhamento com um dermatologista é muito importante para ajudar no tratamento”, completa.

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