Abandonar tratamento ortodôntico compromete resultados

Publicado em saúde bucal

O tratamento ortodôntico termina no dia em que os melhores resultados funcionais e estéticos, possíveis para cada paciente, são obtidos. A interrupção do tratamento é um direito do paciente e pode ser realizado em qualquer momento, porém, ele deve assumir a responsabilidade e as consequências. “Uma pessoa que está usando aparelho, às vezes, decide tirá-lo por achar que o resultado já foi alcançado, entretanto o que foi conquistado pode-se perder e os dentes voltarem à posição original. Outros pacientes que deixam de ir ao consultório e mesmo assim continuam usando aparelho devem estar cientes que o fio ortodôntico permanece agindo e pode comprometer o osso que suporta os dentes,  a gengiva, além de favorecer o aparecimento das cáries”, explica a ortodontista Sílvia Reis.

 

É considerado abandono de tratamento quando a pessoa não realiza os controles conforme orientações do ortodontista

 

Ela explica que o abandono do tratamento compromete a função e a estética do sorriso. “Muitas vezes, os pacientes abandonam o tratamento por não tolerarem os desconfortos causados pelo aparelho”. A fim de evitar essas situações, a Ortodontia dispõe de aparelhos mais estéticos e confortáveis, como os alinhadores, os quais resolvem satisfatoriamente a grande maioria dos casos. “O ortodontista deve esclarecer ao paciente as vantagens e desvantagens de cada opção terapêutica possível para ele, pois é importante que utilize um aparelho que esteja dentro da sua capacidade de tolerância. Os alinhadores são aparelhos invisíveis, podem ser removidos para a alimentação e escovação e são confeccionados com materiais flexíveis que não machucam os lábios e as bochechas. Por esses motivos, são mais confortáveis.” 

 

O planejamento do tratamento deve considerar também a disponibilidade do paciente ir ao consultório. Os aparelhos fixos devem ser ativados a cada 4 a 10 semanas, dependendo do tipo de aparelho e da fase de tratamento. Os alinhadores exigem um controle mais frequente no início do tratamento e, dependendo do paciente, permitem que o controle seja feito a cada 2 ou 3 meses a partir do momento que o paciente de adapta com as trocas dos aparelhos, as quais podem ser realizadas em casa. 

 

As considerações sobre o diagnóstico do caso, estilo de vida do paciente, capacidade de adaptação com aparelhos móveis, tolerância ao uso dos aparelhos fixos metálicos ou transparentes são importantes para a definição de um plano de tratamento que atenda às necessidades funcionais e estéticas do paciente, sem comprometer a qualidade de vida, evitando assim o abandono do tratamento, que certamente resulta em prejuízos. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *