INTELIGÊNCIA EMOCIONAL INFANTIL x COMO SE PREPARAR PARA O MUNDO REAL

                                                         Inteligência emocional. Foto: administradores.com

Que mundo real estamos vivendo e que mundo real encontraremos daqui a alguns meses e anos? Após uma pandemia, grandes mudanças sociais, culturais, psíquicas, econômicas, familiares e educacionais serão colocadas à frente de todos e será preciso um grande enfrentamento para esse novo mundo real ou um mundo real transformado apenas. Para alguns a interpretação de tudo isso será um novo mundo transformado e para outros um novo mundo de fato; mas o que certamente não poderá ser deixado para a relatividade são os cuidados com o desenvolvimento infantil, esse sim é um ponto que independente das peculiaridades que serão vivenciadas daqui para a frente precisa ser pensado como prioridade para o futuro da humanidade. O quão forte as crianças precisarão estar preparadas para o futuro? Para isso, é preciso cuidar da inteligência emocional na infância.

Ao pensar sobre a inteligência emocional infantil, é preciso compreender inicialmente sobre a inteligência emocional.  A inteligência emocional está diretamente ligada à forma como se lida com as próprias emoções e como se lida com elas durante todos os percalços e sucessos da vida. Um meio claro para se observar a importância sobre isso é observar como um sucesso pode trazer boas ou más situações para cada indivíduo, dependendo de como cada um reage a ele; outro ponto de observação é perceber como uma situação ruim pode servir de fracasso para alguns e aprendizado para outros, portanto, compreender a inteligência emocional é compreender como usar as emoções da melhor forma possível para que tudo seja feito para uma construção pessoal funcional.

Quando se fala da inteligência emocional para as crianças pensa-se em como trabalhar e fortalecer essa habilidade nas crianças, em um mundo acelerado, imerso em protocolos, em adultização das crianças, em rotinas pesadas, e pouca afetividade e troca de saber com o ser do outro. Pensa-se em como, mesmo nessa imersão sem limites, se pode conduzir uma criança a lidar com as emoções de forma funcional, de forma inteligente, buscando conduzir bem os enfrentamentos da vida diária, aprendendo e compreendendo que nem tudo será fácil e que até mesmo nos melhores momentos é necessário ter ponderamento. Como fazer com que depois de aprender e compreender que cada dia é repleto de surpresas as crianças também tenham sustentação para o outro dia, e a certeza de que ele virá? Como fazer com que mesmo tendo uma vivência de príncipes e princesas, as crianças compreendam que até mesmo os príncipes e princesas precisam de fortalecimento para se manterem nos devidos lugares, mostrar a realidade, o que há por trás das belas vestes e glamour?

De fato, a tarefa não será das mais simples, ainda mais por se tratar de uma questão que exige equilíbrio multifacetado, no entanto, quanto mais cedo for possível conduzir as crianças em um caminho de aprendizagem para a percepção de suas emoções e o resultado de cada uma delas, mais fortalecimento para os enfrentamentos emocionais elas terão.

E para direcionar as crianças neste caminho do mundo real com inteligência emocional, compreendendo as suas emoções e regulando as expressividades de cada sentimento que surge é preciso ter um trabalho efetivo em algumas capacidades:

  • Identificar as emoções e conseguir nomear, pois não se pode controlar algo que não temos nomeação e visualização. As crianças sentem raiva e não sabem especificar, por isso gritam, jogam brinquedos; por isso é preciso explicar, mostrar que durante os impulsos de raiva, se controlados poderia se estar fazendo algo para melhorar a situação
  • Não se pode escolher as emoções, mas pode substituir uma ira por ações funcionais, civilizadas.
  • Valorizar o potencial para que sobressaia aos momentos de agitação, isso ajuda a ultrapassar as adversidades.
  • Trabalhar empatia, mostrar com clareza o que aconteceria com ele caso estivesse no lugar do outro.
  • Ensinar a aprender com o ser do outro, a criar e manter as relações sociais, reconhecendo conflitos e gerindo medos e anseios.
  • Contextualizar atitudes e vivências diárias, contar atitudes e ações e ouvir sobre atitudes e ações das crianças, ajudando-as a ressignificar o que já fez.
  • Levar as crianças a praticar a atenção, observar cada espaço que frequentarem.

E para ajudar de fato as crianças no gerenciamento das emoções é preciso compreender algumas atitudes para serem trabalhadas  durante a infância.

EMPATIA

A empatia para as crianças começa quando ela é questionada sobre o que fez, por que fez, o que achou que iria acontecer, se fosse ela que tivesse sofrido a ação. Colocar a criança para ter a sensação ilustrativa e contextual sobre fatos da vida diária, como por exemplo e se você tivesse perdido o brinquedo, como faria? O adulto que está acompanhando a criança precisa sempre colocá-la diante da realidade de uma forma vivencial e situacional.

AUTOCONFIANÇA

Trabalhar sempre com reforço positivo, valorizar e estimular as potencialidades e repreender quando necessário, focando no comportamento e não diretamente na pessoa, tendo assim o cuidado para não rotular, ou seja, mostrar que esquecer uma responsabilidade não é bom e pode trazer perdas, etc., e não dizer você é lerdo, esquecido ou outras palavras pejorativas.

RESISTÊNCIA ÀS FRUSTRAÇÕES

Estamos vivenciando momentos em que as infâncias estão tendo falta de faltas, faltas de nãos. Os pequenos nãos durante a infância, aqueles bem elaborados e sustentados vão preparar as crianças para o enfrentamento da vida, vão passar por momentos difíceis de uma forma menos dolorosa.

PERSISTÊNCIA E TOLERÂNCIA

Uma criança persistente é uma criança que aprende por etapas, que é ensinada a esperar, a ganhar um presente de cada vez, que tem uma vontade atendida de cada vez e quando o adulto pode, é aquela criança que vivências etapas e quando elas não são como esperava sabe esperar e começas de novo.

Uma criança tolerante é aquela que caminha sabendo que existem mais pessoas a caminhar juntamente com ela   e para isso ela precisa esperar, ceder espaço, compartilhar objetos, esperar que alguém a atenda e que talvez, em alguns momentos não será como foi pedido.

A criança persistente e tolerante aprende que não pode controlar tudo e que é preciso esperar a sua vez, esperar o que tanto deseja chegar, é preciso mostrar para as crianças que todos as pessoas passam por isso, é preciso dar exemplos, mostrar.

Crianças fortalecidas emocionalmente constroem positivamente sua personalidade tendo mais facilidades no convívio com todos e um bom equilíbrio na fase adulta. Para um bom desenvolvimento pessoal é preciso trabalhar com as crianças meios de se ensinar a pensar, ser, conviver, decidir, comportar. E para desenvolver a inteligência emocional é preciso assumir esses mesmos comportamentos diante das crianças, empatia, decisão, persistência, resistência à frustrações, tolerância, paciência, afeto e amor.

Julia Marcelina

Professora – Psicopedagoga – Psicanalista

Mestranda em Intervenção Psicológica do Desenvolvimento Educacional

@juliamarcelina23

31 988894765

Izabela Cardoso

Sou Izabela Cardoso Praça, tenho 25 anos, cristã, jornalista, produtora de conteúdo e blogueira. Amo ajudar e inspirar pessoas com a minha história, onde busco superar a depressão e a ansiedade.

4 thoughts to “INTELIGÊNCIA EMOCIONAL INFANTIL x COMO SE PREPARAR PARA O MUNDO REAL”

  1. Obrigado Prezada jornalista Izabela Cardoso Praça, por esta contribuição e busca em auxiliar-nos a ser setas indicatórias ás nossas futuras gerações. Quero aqui lembrar-me da famosa frase do imperador Romano Pompeu, Séc I- AC de do grande Petrarca Séc XIV:” Navegar é preciso, viver não é preciso” Estou certo que estás no bom caminho das orientações dos nossos filhos e netos.

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