Como ajudar alguém com claustrofobia

Conversamos coma a psiquiatra Jaqueline Bifano e com o psicólogo Leonardo Morelli. Confira o que eles falaram sobre o transtorno e as dicas de como ajudar alguém com claustrofobia.

Crédito: Society For Community Organization (soCO)

O que é claustrofobia?

Claustrofobia é um transtorno psíquico relacionado ao medo intenso e exagerado de estar em ambientes fechados. Dra Jaqueline cita exemplos como elevador, uma sala, um ginásio…ou então um local com muitas pessoas como uma boate, um cinema, em que a saída não é de fácil acesso. Seja porque há um excesso de pessoas a sua frente, ou porque a saída é pequena para um grande número de indivíduos.

Arquivo pessoal

O que é o medo e quando ele se torna preocupante?

“O medo é um mecanismo de defesa natural, de alerta para um sinal de perigo, se ele se torna maior ou traz um prejuízo a rotina de vida, então nos preocupa”, conta Leonardo Morelli, psicólogo.

Como a claustrofobia se manifesta?

Ela se manifesta como um transtorno de ansiedade e pode gerar taquicardia, falta de ar, tonturas, sudorese, tremores…tem pessoas que têm dor de cabeça, sensação de desmaio…os sintomas variam de pessoa para pessoa, de como ela lida com esse pavor que nela manifesta.

Acontece que, para muitas pessoas, a claustrofobia independe do tamanho do local, pode ser tanto um espaço pequeno, quanto grande. Então, situações como por exemplo: viajar em avião, pegar metrôs ou passar em um túnel podem ser muito difíceis para essas pessoas.

Existem casos em que o pavor é tanto que a pessoa não consegue nem mesmo fechar a porta de um carro, ou entrar num elevador. Em prédios, ela só se sente mais segura se subir pelas escadas.

ilustrar Dra Jaqueline Bifano, entrevistada da matéria
Créditos: Guilherme Breder

Existe uma idade certa para manifestação do transtorno?

Não existe uma idade certa para se desenvolver a claustrofobia, ela pode se desenvolver em qualquer fase da vida, desde a infância, adolescência ou até mesmo na vida adulta, porque depende de uma série de fatores conjugados.

E quem pode desenvolver?

Geralmente, pessoas que sofreram algum trauma, seja na infância ou em qualquer etapa da vida, têm mais chance de desenvolver o transtorno. As pessoas que tenham alguém na família que possui a claustrofobia podem ser mais propensas também.  Crianças que não tiveram as suas necessidades atendidas na infância, que não foram validadas, escutadas. Pessoas que geralmente têm muito medo, ou que sentem a necessidade de estar sempre no controle de tudo são mais sujeitas a esse problema.

Diante disso, o que fazer?

Para muita gente, pode ser difícil saber como ajudar alguém com claustrofobia, saiba que, sem um tratamento multidisciplinar, dificilmente você terá sucesso. Por isso, é necessário um acompanhamento psicológico para tentar ver onde está esse trauma e aplicar uma dessensibilização desse medo. Assim o terapeuta poderá usar estratégias diferentes de acordo com cada pessoa, como por exemplo, uma exposição da pessoa a curtos períodos de tempo nesses ambientes, além de outras técnicas que são escolhidas individualmente, e aos poucos, o paciente vai conseguindo ficar por mais tempo nesses ambientes, nessas situações.

Como é o tratamento?

O tratamento é multidisciplinar, geralmente medicamentoso e psicológico. Também se indica técnicas de meditação, mindfulness, que ajudam muito a aliviar os sintomas de ansiedade. Entretanto, o auxílio psicológico é indispensável. Por meio dele é possível se aplicar técnicas de dessensibilidade que vão auxiliar a pessoa a vencer essa fobia.

Izabela Cardoso

Sou Izabela Cardoso Praça, tenho 25 anos, cristã, jornalista, produtora de conteúdo e blogueira. Amo ajudar e inspirar pessoas com a minha história, onde busco superar a depressão e a ansiedade.

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