A vergonha que domina os estádios da América do Sul

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A morte de um torcedor argentino que foi arremessado d e uma arquibancada em Córdoba só reforças a precariedade da segurança dos estádios pela América do Sul. Cenas de terror envolvendo as organizadas dos clubes são cada vez mais comuns nos palcos, afastando famílias de bom comportamento, jovens e crianças.

A que ponto vamos chegar com todos esses episódios que acabam prejudicando o verdadeiro espetáculo, que é o futebol bem jogado? A barbárie é cada vez mais presente. Há pouco mais de um mês, parte de uma torcida do Universidad de Chile depredou o Itaquerão, danificando 216 cadeiras do novíssimo estádio, em confronto com a polícia. É inadmissível ver muitas pessoas viajarem quilômetros e gastarem dinheiro para se envolver em confusão, abalando a segurança de outra nação.

Os brasileiros também estão incluídos nesse completo ato de bandidagem. Cenas como essas vemos aos montes nos estádios de São Paulo e do Rio. A própria torcida do Corinthians já se envolveu em confusão no Maracanã, no ano passado. Aliás, em outros países também. Ainda está viva na memória a lembrança terrível do boliviano Kelvin Espada numa partida contra o San Jose de Oruro, em 2013. Por causa disso, foram feitas inúmeras medidas para coibir a violência nos estádios da Bolívia.

Tudo isso é reflexo da impunidade, das leis brandas e da falta de educação dos sul-americanos. A legislação dos próprios países ou mesmo da Conmebol é muito antiga. Na Europa, um torcedor bandido é preso e proibido de frequentar as partidas. Se existisse uma punição mais pesada aos infratores, certamente os atos de selvageria diminuiriam aos poucos. É vergonhoso ver que um espetáculo como o futebol seja o ambiente perfeito para a atuação dos marginais. E o gasto disso é altíssimo.

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