Um em oito: espanhol Martínez é o único forasteiro dos treinadores ainda vivos na Copa

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A Copa do Mundo da Rússia vem mostrando que os técnicos forasteiros não tiveram os resultados satisfatórios. Dos oito comandantes que sobrevivem no comando de suas seleções, apenas Roberto Martinez (nascido na Espanha) não dirige o país em que nasceu. Treinador da Bélgica desde agosto de 2016, ele terá a árdua tarefa de eliminar o Brasil e levar os belgas às semifinais de um Mundial depois de 32 anos.

Os demais técnicos da Copa tiveram formação e crescimento profissional em seus próprios países. Tite, por exemplo, foi multicampeão com o Corinthians e com o Internacional antes de aceitar o convite da CBF para assumir a Seleção Brasileira. O experiente Óscar Tabárez já comandou o Uruguai em quatro Copas, mas antes foi o responsável por levar o Penãrol ao título da Libertadores de 1987, com gol de Diego Aguirre na decisão contra o América de Cali.

A história do francês Didier Deschamps também foi construída aos poucos. Quando se aposentou dos gramados, ele passou por Monaco e Olympique de Marselha e também comandou a Juventus-ITA antes de assumir a seleção campeã mundial em 1998 – ele próprio foi o capitão na conquista. Na Inglaterra, Gareth Southgate começou a trajetória no Middlesbroug, passando também pelas divisões inferiores da Seleção Inglesa.

Também presentes nas quartas de final da Copa, o russo Stanislav Cherchesov, o sueco Jan Andersson e o croata Zlatko Dalić passaram por estágios iniciais em seus próprios países antes de assumirem suas seleções. Todos conhecem seus jogadores, acompanharam a evolução do futebol local e venceram os desafios e pontos fracos para continuarem na briga pelo título.

Nesta Copa, várias seleções apostaram em técnicos de outros países e se deram mal. O Egito, de Mohamed Salah, teve o argentino Héctor Cúper e caiu na primeira fase. Outro argentino, Juan Antonio Pizzi dirigiu a Arábia Saudita e teve o mesmo destino. O colombiano Hernán Dario Gómez não conseguiu evitar que a frágil seleção do Panamá ficasse na última colocação na competição, depois de derrota elástica para a Inglaterra (6 a 1). Outro exemplo é Åge Hareide, norueguês de nascimento, que conseguiu ir com a Dinamarca apenas às oitavas de final. E o argentino Jose Pekerman, a exemplo da Copa do Mundo no Brasil, fracassou na missão de levar a boa seleção colombiana, no mínimo, às semifinais. Aliás, com a eliminação de Jorge Sampaoli, não sobrou nenhum treinador argentino na Copa – antes, eram cinco.

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