Shakhtar: um time sem acerto e uma máquina de gastar dinheiro

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ODD ANDERSEN/AFP

Um time com 13 brasileiros, milionário, disposto a entrar para o rol dos grandes clubes europeus, mas sem padrão tático nenhum. Uma equipe sonhadora, ambiciosa, mas que vive à mercê de disputas políticas em seu país. Nesse caso, também torna-se alvo e praticamente é destruída. Assim é o ambiente do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, eliminado da Liga dos Campeões depois de levar goleada histórica por 7 a 0 do Bayern de Munique. O time que fez pré-temporada de 20 dias no Brasil não se encontrou desde então. 

O técnico Mircea Lucescu, admirador do estilo brasileiro, ainda não encontrou a formação ideal. Fato é que bons jogadores, tidos como comuns em outros países, são taxados como craques no clube ucraniano, recebendo salários exagerados de R$ 500 mil mensais. São os casos de Luiz Adriano, Dentinho, Ilsinho, Douglas Costa, Alex Teixeira e Bernard. Falta um pouco mais de qualidade à equipe para se dar bem na Liga dos Campeões, já que em seu país é tricampeão nacional.
O clube já promete mudanças na estrutura para evitar novos vexames, tal qual o do Bayern. Investir menos em atletas que não dão retorno e apostar em jovens promessas estão entre as iniciativas dos ucranianos para a próxima temporada. É necessário uma mudança de mentalidade dos dirigentes 
O fato é que o Shakhtar não tem um time titular definido, Lucescu faz muitas mudanças e ninguém se acerta. Nos jogos no Brasil, percebeu-se que o time não tem aquele jogador diferenciado, capa de observar o jogo e fazer lançamentos precisos. Os zagueiros tantam ligar o ataque diretamente e os jogadores ofensivos não têm tanta capacidade de armar. Sem o entrosamento e a simbiose dos atacantes, ninguém chega a lugar nenhum.
Com o vexame, muitos brasileiros devem voltar. Bernard, pretendido pelo Corinthians, é um deles. Wellington Nem é cobiçado por várias equipes brasileiras, como São Paulo, Fluminense e o próprio Atlético. A tendência é que o grupo se desmanche e comece a formar outro com a mentalidade de vencer, mas com organização dentro e fora das quatro linhas.

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