Saída de Cavani do PSG: um ídolo pela porta dos fundos?

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O casamento de mais de sete anos entre o uruguaio Edinson Cavani e o Paris Saint-Germain está prestes a terminar. E do jeito pior que o torcedor imagina. Ao perceber que seu legado na capital francesa terminou, o atacante pediu para ser negociado com o Atlético de Madrid, clube que fez proposta ao jogador de 32 anos. Não há dúvidas de que o camisa 9 é o maior ídolo recente da história do PSG. Em 292 jogos, foram 198 gols, o transformando no maior artilheiro do clube.

Assim como ocorreu com Neymar, o PSG não se mostra disposto a facilitar a saída de Cavani. Desta forma, o clube parisiense tem pedido alto, cerca de 30 milhões de euros (R$% 130 milhões), mesmo estando em reta final de contrato com o atacante – o vínculo entre as partes é válido até junho de 2020. Cavani se recusou a entrar em campo contra o Loriente, pela Copa da França, o que aumentou a especulação em torno de sua saída.

A relação de ídolo de Cavani com o PSG sofreu uma mudança desde que Neymar foi contratado. Não que a torcida o tenha deixado de ovacioná-lo nos jogos. Mas, como Neymar foi fruto de um investimento de mais de R$ 800 milhões, todas as ações de marketing se voltavam para o brasileiro. Não é por acaso que banners de publicidade em todo mundo tem o camisa 10 como elemento-central. E Cavani passou a ficar em segundo plano.

Outro aspecto que prejudicou indiretamente Cavani foi a contratação por empréstimo de Icardi na temporada passada. O centroavante argentino começa a ganhar prestígio com o técnico Tomas Tuchel e com a torcida, criando uma concorrência natural com Cavani. Eles se revezaram em alguns momentos na última temporada, mas Icardi foi superior: marcou 17 vezes em 22 partidas, contra 5 em 14 do uruguaio.

No Atlético de Madrid, Cavani disputará posição com o brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa, que viveu uma série de problemas extracampo nos últimos anos e sempre é colocado na janela de transferências como possível saída. Não há dúvida de que Cavani busca um novo rumo para chegar bem nas Eliminatórias Sul-Americanas e na Copa América, em julho. A Espanha seria o terceiro centro na Europa que o jogador assume como desafio. Ele também teve boa passagem pelo Napoli, na Itália, de 2010 a 2013, marcando mais de 100 gols pelo clube e o ajudando na reconstrução.

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