Queda dos holandeses

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John Groes/Reuters

Em dois anos, o que teria ocorrido com a Seleção Holandesa de Bert van Marvijk? Aquele estilo de jogo envolvente, ousado, com ênfase no toque de bola, visto na Copa do Mundo da África do Sul, deu lugar à falta de brilho, preguiça ou desorganização tática. O que os torcedores estão observando na Eurocopa é que a equipe laranja perdeu sua consistência defensiva, sendo facilmente envolvida pelos adversários.

Curiosamente, a base que encantou nos gramados africanos é a mesma que vem decepcionando na Ucrânia. Stekelenburg no gol; Heitinga e Mathijsen na zaga; Van Bommel, Van der Vaart, Robben (foto) e Sneijder no meio-campo; e Huntelaar e Van Persie no setor ofensivo. No entanto, a filosofia de jogo mudou, pois a prioridade é defender a qualquer custo e não atacar. Como a Holanda não é um time defensivo, acaba se atrapalhando.

Não bastasse a surpreendente derrota na estreia para a Dinamarca (1 a 0), um forte time e candidato a vaga na segunda fase, os holandeses foram facilmente envolvidos pela Alemanha e perderam por 2 a 1. Mário Gómez mostrou puro talento ao marcar duas vezes para os germânicos, mas a realidade é que o adversário não teve entusiasmo e muito menos exibiu disciplina tática para buscar a vitória.

Resta agora o time de Bert van Marvijk lutar pela difícil classificação contra Portugal, seu algoz na Copa do Mundo de 2006. Os holandeses precisam vencer por dois ou mais gols de vantagem e torcer para triunfo da Alemanha sobre a Dinamarca no jogo de fundo. Só assim para que a candidata a reviver os tempos de Laranja Mecânica possa brilhar como nos velhos tempos em que estrelas como Robben e Sneijder comandaram o espetáculo.

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