Quando o futebol vira tragédia

Publicado em

Fabio Urbini/Reuters

O futebol moderno registra histórias de sucesso, mas guarda espaço para os episódios lamentáveis. A morte do armador italiano Piermario Morosini, de 25 anos,do Livorno, durante a partida contra o Pescara, pela Série B do Campeonato Italiano, só reforça a tese de que, mesmo com o desenvolvivento da medicina, o esporte ainda está alheio à tragédias. Mais uma parada cardíaca sofrida por um atleta profissional deixa dúvidas acerca da capacidade de os clubes terem estrutura suficiente para o bem-estar de todos.

Casos no presente e no passado nos chamam a atenção, não somente na Europa, como aqui também. O mundo assistiu perplexo às tristes cenas de quando o volante Serginho (do São Caetano) morreu em campo na partida contra o São Paulo, no Morumbi, em outubro de 2004.  Também é difícil esquecer a queda de Miklos Feher no confronto entre Benfica x Vitória de Guimarães, pelo Campeonato Português. Outra famosa foi a do camaronês Marc-Vivien Foe, no duelo com a Colômbia.

É necessário muita seriedade dos clubes em relação aos exames médicos dos atletas, evitando complicações maiores. A realidade no Brasil ainda é mais difícil. As equipes normalmente dispõem de especialistas em ortopedia, não em cardiologia. Tanto é que os atletas fazem exames cardio-vasculares somente em início de pré-temporada ou entre pausas de competições. Nem ambulância em todos os jogos é garantida!

Alguns clubes nanicos nem têm essa mordomia: muitas vezes não têm auxílio médico durante toda uma temporada. O pior é que as tragédias podem vir por todos os lados. Lamentável, porque esporte é meio de vida e não combina com desastres.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *