Profissão ingrata

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Ser técnico é complicado e torna-se uma profissão ingrata quando as tarefas não dão certo. O fato de todos eles não terem estabilidade no cargo desmotiva o surgimento de revelações à beira dos gramados. Conhecimento, experiência, bagagem e uma certa dose de sorte e publicidade são fundamentais para o sucesso no trabalho.

Agora, é Roberto Carlos que deseja investir na profissão e ser bem-sucedido. Ele é dirigente esportivo do Anzhi Makhachkala (Rússia, mas quer trocar de posto. Seu desejo é atuar diretamente no futebol do clube. Pelo que tem feito no país europeu nos últimos anos, deve ser atendido em breve. Mas o ex-camisa 6 da Seleção Brasileira, que disputou três Copas do Mundo, precisa ter paciência porque tudo pode não dar certo no início.

Lembro que o grande Paulo Roberto Falcão foi queimado literalmente pelo clube em que fez história nas décadas de 1970 e 1980: o Internacional. Depois de glórias e três Brasileiros conquistados em 1975, 1976 e 1979, ele teve a chance de comandar o colorado, no entanto não foi bem: eliminado nas oitavas de final da Libertadores pelo Peñarol no Beira-Rio, perdeu o título gaúcho para o Grêmio e foi demitido pelo presidente Giovanni Luigi.

Por ironia do destino, outro ídolo do Inter, Fernandão, não vive dias melhores como treinador. Sua equipe ainda briga por vaga na competição internacional, mas o ex-atacante chegou a colocar o cargo à disposuição depois de derrotas para Atlético-GO e bahia, que aparecem na zona de baixo do Brasileiro.

Aos poucos, Zico consolida sua carreira de técnico. Ele dirigiu o Japão na última Copa do Mundo e vem tentando com o Iraque a classificação para o o Mundial do Brasil’2014. Já Luiz Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo, que não se destacaram como jogadores, foram bem à beira do campo. Quem foi Mano Menezes como atleta? Francamente, não me lembro. Ele só jogou em pequenos clubes do Rio Grande do Sul, mas isso não impediu que chegasse à Seleção Brasilera.

Será que, se Pelé fosse treinador, teria o mesmo brilho? É a pergunta que eu e todos os brasileiros fazem. Ainda bem que o Rei do Futebol jamais pensou nessa função. Seria triste vê-lo ser queimado e tudo fosse esquecido pelos fãs que o admiram. Às vezes é importante que a pessoa seja poupada das críticas e viva somente na paz.

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