Pela continuidade de Tite

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Acabou o sonho do hexa. A derrota para Bélgica elimina o Brasil da Copa do Mundo, mas não é motivo para caos/terra arrasada. Talvez esta seja a única vez que o time deixou o Mundial de cabeça erguida, ciente de que o trabalho vem dando certo. Não é por acaso que Tite sustenta mais de 80% de aproveitamento à frente da Seleção Brasileira – são 20 vitórias, 4 empates e 2 derrotas.

A imprensa brasileira certamente vai apontar milhão de fatores que causaram a eliminação brasileira. Em meio aos aspectos dentro e fora dos gramados que ajudaram na queda, há de se defender a continuidade do treinador, num universo em que seus colegas de profissão são criticados pela falta de comando, pela falta de conhecimento tático de outro idioma.

A queda da Alemanha na primeira fase não mudou a situação do técnico Joachim Löw, mantido pela federação local. Futebol se consolida com anos trabalho, não com resultados a curto prazo. Se o Brasil quer realmente conquistar a Copa de 2022, no Catar, Tite deve ser mantido. Ele certamente vai aprender com erros para, no futuro, poder se superar e conquistar o título maior de sua carreira.

Além disso, não há ninguém no momento preparado para substituí-lo, alguém que saiba aliar estratégias de campo com conhecimento motivacional. É preciso continuidade. Desde Telê Santana, nenhum outro treinador teve chance de dirigir a Seleção Brasileira depois de fracassar numa Copa do Mundo. Será a chance de a CBF provar que faz as ações certas em busca da evolução da Seleção.

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