Os embaixadores da bola

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Rodrigo Clemente/EM/D.A Press

O reencontro entre Ronaldinho Gaúcho e Seedorf foi o fato de destaque pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. Um pelo Atlético, líder isolado da competição e campeão antecipado do turno, outro pelo Botafogo. Eles jogaram juntos pelo Milan entre 2008 e 2012, foram companheiros de quarto, tornaram-se bons amigos. Contudo, não tiveram a proeza de levar o time rossonero aos títulos na Itália.

A contribuição de ambos para suas equipes já é significativa, pois conseguiram resgatar a autoestima dos torcedores, eufóricos ao ver um craque na liderança do time. O brasileiro se consagra como ídolo do Galo e o ajuda a caminhar a passos largos rumo ao segundo título nacional, que não vem desde 1971.

É importante a presença de jogadores consagrados para valorizar a competição nacional, considerada a mais equilibrada do mundo. Diego Forlán, no Internacional, tem o mesmo papel: o de tornar nosso futebol mais atrativo e, indiretamente, incentivar os investimentos milionários.

Carlos Alberto Torres, Neeskens, Pelé e Franz Beckenbauer jogaram no New York Cosmos nos anos 1970 para estimular os demais atletas e valorizar a competição. Desde então, vários clubes passaram a apostar em craques renomados para ter sucesso nos gramados. No Japão, Careca, Zico, Bebeto e Toninho Cerezo são tidos como ídolos, depois de passagens marcantes, ajudando a desenvolver o futebol naquela região. 

Eto’o, Conca, Drogba, Roberto Carlos se aventuraram pelo mundo oriental em busca de dinheiro (Rússia, China e Catar) e se transformaram em porta-vozes de nações que almejam alegrias no futebol. Seus torcedores passam a sonhar com vitórias e conquistas e tudo passa a ser diferente. Se os resultados nem sempre são favoráveis, pelo menos eles têm a alegria de ver um ídolo mundialmente conhecido vestindo as coisas de seu clube.

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