O trunfo merengue está no banco

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DOMINIQUE FAGET/AFP

Poderíamos enaltecer vários personagens que fizeram sua parte e ajudaram o Real Madrid a conquistar o título espanhol pela 32ª vez na história. Primeiro, o português Cristiano Ronaldo, que balançou as redes 44 vezes em 37 jogos e mostrou sua estrela justamente quando o time merengue precisou dele. O alemão Mesut Özil, que se ecaixou perfeitamenteno esquema tático e consegui levar a camisa 10 a uma nova galáxia. E ele, José Mário dos Santos Mourinho Félix, o top dos treinadores na Europa.

Ele conseguiu a proeza de ser campeão nacional em quatro países diferentes: Inglaterra, pelo Chelsea (2004-2005 e 2005-2006), Portugal, pelo Porto (2002-2003 e 2003-2004), Itália, pela Internazionale (2008-2009 e 2009-2010) e agora na Espanha, com os galáticos. Com seu jeito marrento e às vezes sem nenhuma humildade, o treinador chegou ao topo merecidamente. O Real, ao lado do arquirrival, Barcelona, joga para a frente e seus craques (que são muitos) conseguem sobressair, sem que um tire o brilho do outro.

Mourinho reformulou completamente o grupo madrileno. Hoje, a equipe é jovem, qualificada e equilibrada em todas as posições. Quando o treinador português tem a chance de trabalhar seu estilo, as coisas tendem a dar certo. A eliminação na Liga dos Campeões foi mera questão do acaso, já que a igualdade e o equilíbrio dos quatro semifinalistas foram grandes.

Resta Mourinho mostrar sua competência levando o Real à conquista da Liga dos Campeões, que o clube não consegue desde a temporada 2001-2002. Não é fácil alcançar o feito, ainda mais que o futebol europeu está muito nivelado por cima, com grandes equipes em condições de vencer os principais torneios. Basta um pouco de paciência da torcida para que a fera continue a mostrar suas garras.

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