O público agradece

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Pilar Olivares/ Reuters

A alta média de gols é o fator mais expressivo da Copa das Confederações até o momento. Com 38 gols marcados nas oito partidas, os atacantes têm feito o papel com eficiência. A média é de 4,75, a melhor de todas as edições. Pode-se dizer que mentalidade mudou, já que treinadores estão preocupados em furar bloqueios do que simplesmente defender. O caso mais emblemático é o da Seleção Japonesa: o italiano Alberto Zacheroni armou um time altamente técnico, com ênfase no toque de bola. Mas há outras atrações, como a Itália, cuja estrutura tática já discutimos nesse blog, a Espanha e o Brasil, também com estilo ofensivo.

O artilheiro até aqui é Fernando Torres, que marcou seus quatro gols contra o fraco Taiti no histórico massacre por 10 a 0, no Maracanã. Até a seleção da Polinésia Francesa já teve o gosto de balançar a rede adversária: Jonathan Tehau fez o de honra na goleada sobre a Nigéria. O Brasil se rende ao talento de Neymar e ao oportunismo de Jô (cada um fez dois gols). O nigeriano Oduamadi, por sua vez, fez três, todos contra o Taiti.

Os torcedores agradecem, já que hoje há maior importância em marcar gols do que defendê-los. Logo, o espetáculo fica mais bonito e atrativo de se ver.
Média nas outras edições da Copa das Confederações:
1992 – 4,5
1995 – 2,38
1997 – 3,19
1999 – 3,4
2001 – 1,9
2003 – 2,3
2005 – 3,5
2009 – 2,75
2013* – 4,75
(*) Não finalizada

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