O incrível Hulk

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Paulo Whitaker/Reuters

Poucos se lembram quando o menino paraibano Givanildo dos Santos deixou o Vitória em 2005 para se aventurar pelo mundo. Ninguém sabia quem ele era até seus chutes certeiros de canhota começarem a enganar os goleiros em Portugal, onde começou a despertar a atenção dos torcedores. Depois de passagens por quatro equipes do Japão (nenhuma de expressão), o atacante Hulk ganhou projeção no Porto. E também na Seleção Brasileira.

Seu bom trabalho na última temporada rendeu-lhe seguidas convocações. E a torcida brasileira crucificou Mano Menezes por chamá-lo na Olimpíada de Londres em vez de habilidosos como Wellington Nem e André. Aos 26 anos, Hulk jamais se destacou no futebol nacional e, por isso mesmo, é muito cobrado pelos torcedores.

Entretanto, se não fosse o gol dele diante da África do Sul, no Morumbi, talvez os torcedores paulistas teriam atirado bandeirinhas no gramado em protesto à péssima atuação, como no triunfo sobre a Colômbia por 1 a 0, pelas Eliminatórias de 2000. E foi um golaço. Mesmo cobrado pelos críticos, o atacante cava sua vaga no time aos trancos e barrancos e torna-se nome forte para 2014.

Só não sabemos se Mano Menezes, admirador de seu futebol, permanecerá no cargo. Hulk está valorizado internacionalmente. Ele acabou de ser contratado pelo Zenit (Rússia) por 60 milhões de euros (R$ 143 milhões) e promete fazer a diferença. Um dos maiores jogadores do futebol brasileiro, o ídolo Romário criticou durante pelo Twitter a convocação de Hulk. Certamente, o forte jogador, conhecido pela semelhança física com o personagem dos desenhos, estará preparando novas surpresas. Talvez ele tenha ainda de remar muito para chegar ao nível de Neymar e Leandro Damião, prestigiados por Mano.

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