O fim de Guardiola no Barça

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O talento ímpar de Guardiola à beira dos gramados não morrerá, pois continuará sendo seguido de perto por seus fãs em qualquer canto do mundo onde for trabalhar

Chega ao fim uma era de quatro anos, promissora, desafiadora de recordes, histórica e marcante. Pep Guardiola, de 41 anos, anunciou hoje sua saída do Barcelona, o time que, mesmo com a eliminação precoce na Liga dos Campeões para o Chelsea, não deixará de ser o melhor e mais consagrado nos tempos atuais. Aquele franzino e experiente defensor transformou-se num treinador de ponta, estratégista, criterioso e ousado. Não temeu em diminuir o espaço das estrelas decadentes Ronaldinho Gaúcho, Eto’o e Rafael Marques, que acabaram deixando o time azul-grená, e fez os catalães serem admirados pelos torcedores, concorrentes e arquirrivais. Reformulou o envelhecido grupo e deu chance aos talentos da base: provou que craque se faz na própria casa.

O talento ímpar de Guardiola à beira dos gramados não morrerá, pois continuará sendo seguido de perto por seus fãs em qualquer canto do mundo onde for trabalhar. Ele desafiou a lógica que tenderia para o equilíbrio no futebol europeu. No tempo em que as demais forças investiram pesado para montar grandes equipes, o forte Barça de Guardiola ganhou tudo o que disputou. Formado nas divisões de base do time catalão, ele aprendeu os segredos à beira do campo, fez estágio com grandes treinadores e tornou-se um homem completo e aquele a ser batido no futebol.

Resta saber se seu auxiliar Tito Vilanova, que herdará sua função, respeitará seu legado incrível. Guardiola é rei na Catalunha e ídolo de umas das maiores torcidas do planeta. Ele vive o dia a dia do Barcelona desde os 13 anos e agora o deixa para buscar novos desafios. Cogita-se que ele será o técnico da Seleção Inglesa

“Não é uma situação fácil pra mim”, afirma Guardiola, que formou um time sólido na defesa, mas com ataque avassalador. A legião de craques que passaram em suas mãos, como Messi, Fábregas, Iniesta, Xavi, Puyol, Busquets, Piqué, Mascherano, certamente o agradecerá muito. Principalmente o argentino, ídolo que transcendeu o passado e migra para fazer história no futuro.

NO BARCELONA

212 partidas

154 vitórias

40 empates

18 derrotas

Incríveis 82% de aproveitamento

TÍTULOS

– Mundial de Clubes da Fifa (2009 e 2011)

– Liga dos Campeões (2008/2009 e 2010/2011)

– Campeonato Espanhol (2008/2009, 2009/2010 e 2010/2011)

– Supercopa Européia (2009 e 2011)

– Copa do Rei (2008/2009)

– Supercopa da Espanha (2009, 2010 e 2011)

– Copa Audi (2011)

– Troféu Joan Gamper (2008, 2010 e 2011)

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