O legado dos Jogos do Rio’2016

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A Olimpíada acabou há uma semana. Ponto final! Agora, o que será dos atletas e entidades esportivas do Brasil, sem os investimentos astronômicos feitos pelo Governo Federal ou pela iniciativa privada (mesmo que seja em pequena parcela)? Pois bem, algumas das arenas do Rio serão desmontadas, outras reaproveitadas e transformadas em escolas.

Vamos ver o prejuízo mais tarde. Estou há uma semana pensando sobre o legado da Olimpíada no Brasil. A Copa do Mundo, como todos sabem, nos levou para o fundo do peço, literalmente. Na economia e no futebol. Provamos ao mundo que sabemos tratar bem os visitantes, mas não conseguimos tratar bem nós mesmos!, Dentro de campo, perdemos por 7 a 1 e isso nos envergonha. O pior é que nada foi mudado. Continuamos com um campeonato nacional desorganizado, dirigentes corruptos, agentes de base se enriquecendo de forma ilícita e empresários desconhecidos promovidos à função de “reis”.

Mas voltemos à Olimpíada. Rafaela Silva, aquela que nos deu inúmeras lições de vida, que cresceu na Cidade de Deus, terá os mesmos investimentos que a fez uma campeã olímpica? Ela terá como desafio continuar lutando por melhores condições de trabalho num país que privilegia somente o futebol. Isaquias Queiróz, o surpreendente atleta da canoagem, é outro exemplo. O Brasil não tem tradição nesse esporte e vai precisar criar novas condições para treinar e ter patrocinadores capazes de bancá-lo nas competições. A situação é a mesma no boxe, na ginástica, no tênis…

Como minha especialidade é o futebol, vamos lá! Nesse quesito, investimentos são fartos. O que falta é inteligência para organizar os campeonatos. E o inédito ouro olímpico não mudará em nada a cotação do país. O problema é muito mais fundo. Infelizmente. Mas sempre há luz no fim do túnel.

O maior legado dos Jogos Olímpicos é que o Brasil mostrou que pode organizar um bom evento. Ou seja, quando os governantes querem, sabem como fazer bem! Somos bons anfitriões, embora o momento político nos envergonha profundamente. Mas seja em qualquer esporte, o atleta brasileiro mostrou que é fundamental representar o país com orgulho e competitividade, independentemente das vitórias ou derrotas.

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