O legado da Copa ainda causa problemas

Publicado em

Muitos criticaram quando o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 solicitou à Fifa que o Brasil tivesse 12 cidades-sedes na competição. E, quase três anos depois, não é que eles tinham razão? Hoje, o Brasil está mergulhado em dívidas, com economia instável, e a maioria dos estádios convive com problemas extracampo relacionados à contratos de concessão.

Palco da grande decisão entre Alemanha e Argentina, o Maracanã é o pivô de briga dos clubes com a concessionária que administra o estádio. Há poucos dias, o local estava jogado às traças, com muita sujeira de fora e gramado totalmente destruído. Algo que revolta o torcedor brasileiro, sobretudo o carioca!

Mas não é somente o Maraca que está à beira do caos. O Castelão, em Fortaleza, traz prejuízo de R$ 1 milhão mensais. A Arena Pantanal, a Arena Amazonas, a Arena das Dunas e o Mané Garrincha são meros elefantes-brancos. E o problema é difícil de solucionar e os administradores não têm ajuda da CBF, que bancou a Copa no país. Recentemente, um conselho dos clubes proibiu a venda dos mandos de campo no Campeonato Brasileiro, o que interfere diretamente nos balanços dos estádios – o número de jogos nessas praças cai drasticamente.

Felizmente, para os mineiros, o Mineirão é um dos poucos estádios bem administrados, ainda mais porque a concessionária tem acordos diferentes para Cruzeiro, Atlético e América. Outros que fogem à regra são os estádios particulares, casos da Arena da Baixada, do Itaquerão e do Beira-Rio.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *