O desafio de Hierro

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Ídolo do Real Madrid nos anos 1990 e 2000, jogador respeitado em todo o mundo e xerife consagrado. Essas características se aplicam facilmente ao ex-zagueiro Fernando Hierro, hoje com 50 anos, que atuou em 601 jogos pelo Real. Está nas mãos dele a missão de conduzir a Espanha ao bicampeonato mundial na Rússia. Muitos queriam estar em sua pele, já que dirigir uma seleção num Mundial é um prestígio imensurável. Mas a bomba caiu em seu colo a dois dias da estreia no Mundial, contra a forte Seleção Portuguesa.

Hierro herdou a vaga deixada por Julen Lopetegui, demitido pela Federação Espanhola depois de acertar com o Real Madrid.O episódio deixa a preparação da Fúria à beira do caos. Dentro das quatro linhas, a base espanhola é forte, com atletas versáteis e com consciência tática. Mas administrar o psicológico será uma das tarefas do novo treinador, que teve experiência de dirigir o Oviedo em 2016 e 2017. Certamente, os dirigentes da federação o escolheram por conhecer bem o perfil do grupo e estar ciente do que Lopetegui vinha treinando nas atividades.

A chave da Espanha teoricamente é tranquila. Além de Portugal, adversário mais duro, a seleção enfrentará Irã e Marrocos, que não têm tradição na competição. Basta que Hierro repita o pensamento de Lopetegui para que a Fúria confirme o primeiro lugar da chave.

E Lopetegui deixou a Rússia com gosto amargo. A chance de ele conquistar a Copa do Mundo era real, já que a Espanha – depois do fiasco no Brasil em 2014, quando foi eliminada na fase inicial – soube se reinventar e renovar a ponto de se tornar uma das favoritas ao título na Rússia. Quando assumir o Real Madrid, já estará sob pressão. Ele será o substituto de ninguém menos do que Zidane, que levou a equipe ao tricampeonato continental. Se não mantiver o espírito vencedor merengue, não há dúvidas de quec será descartado.

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