O belo exemplo da Premier League

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A Inglaterra domina o futebol na Europa. Liverpool e Tottenham farão a grande decisão da Liga doas Campeões, em 1º de junho, no Estádio Metropolitano, em Madri. E Arsenal e Chelsea se enfrentam dois dias antes, no Estádio Olímpico de Baku, no Azeibaijão, pela decisão da Liga Europa. O sucesso dos clubes ingleses não é por acaso. Com uma das ligas mais fortes do mundo, o país é referência quando o assunto é a transparência na administração dos clubes.

Na Terra da Rainha, os clubes têm mais autonomia para defender seus interesses no regulamento dos torneios e divisões de cotas de TV, que se tornam mais equilibradas. Desde 1992, o Nacional é organizado pelos próprios participantes. Por consequência, atraem grandes investimentos com patrocínios e conseguem contratações importantes que tornam o campeonato mais atrativo e disputado, com jogos de alto nível técnico.

Raramente se vê um estádio vazio na Inglaterra. As partidas são sucesso em termos de audiência televisiva e nos próprios estádios, com taxa de ocupação superior a 90%. Isso daria uma média de mais de 30 mil pagantes por jogo. Por efeito de comparação, o Campeonato Brasileiro atingiu no ano passado uma média de 18 mil torcedores por partida.

De acordo com dados do jornal Fanancial Times, a arrecadação no Campeonato Inglês gira em torno de 2 bilhões de libras (R$ 9,8 bilhões). Antes de 1992, quando a competição era organizada pela Football League, esse montante não passava de 200 milhões de libras (menos de R$ 1 bilhão).

O modelo de gestão das equipes inglesas é exemplo para o restante do mundo. Os clubes são tratados como empresas que visam aos lucros, fazem poucas mudanças em seu corpo administrativo e, por isso, atuam pesado no mercado para buscar novos sócios, simpatizantes, públicos diversos e turistas. E todo mundo sai ganhando. É um modelo para o restante do mundo.

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