Neymar pode sonhar. Mas o auge ainda está longe

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Neymar chega à final da eleição de melhor jogador do mundo de forma merecida. Ele foi dos destaques na conquista da Liga dos Campeões pelo Barcelona, no primeiro semestre, no entanto foi a partir da contusão do argentino Lionel Messi que ele começou a sobressair. Soube ser líder de um time tão entrosado e ser brilhante ao mesmo tempo, orquestrando sua equipe nas primeiras partidas do Campeonato Espanhol e na Liga dos Campeões. 

Se ele vai superar Messi ou Cristiano Ronaldo, aí já é outra história. Talvez seja preciso chegar primeiro a uma final para depois sonhar com o prêmio máximo. Não adianta sonhar agora, porque pode não ser a hora. Messi foi vice em 2008, superado por CR7, e depois conquistou quatro vezes consecutivas – um recorde – este título. Mas não há dúvidas de que Neymar entra no rol dos grandes jogadores do futebol mundial. Astro, ele teria sido cobiçado pelo arquirrival Real Madrid, que promete apostar alto para tirá-lo do Barcelona.
Neste ano, Neymar marcou 44 gols em 60 jogos e ajudou os espanhois a ganhar quatro títulos. Messi fez 57 nas mesmas 60 partidas. Mas o brasileiro ainda precisa aprender muito para chegar ao nível do colega argentino, mas o período no Barça tem sido bem aproveitado pelo brasileiro. Ele já joga em prol da equipe, não abusa dos dribles e das jogadas de efeito e não é mais um jogador “cai-cai”.
Aos 23 anos, ele será a nossa maior promessa de apagar o vexame da última Copa do Mundo, em que tomamos de 7 a 1 da Alemanha. Mas será necessário que exista outros “Neymares” para que o time brasileiro encare outras potências, como Alemanha, Holanda e Argentina. Neymar é craque, mas não carrega o piano sozinho. É um erro dos treinadores apostar que o camisa 10 vai resolver tudo sozinho.  Tem de haver uma equipe bem preparada e eficaz na criação de jogadas e nas finalizações.

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