Nem sempre o melhor vence

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ADRIAN DENNI/AFP

O maior time do mundo, dono das exibições mágicas e do maior craque do planeta, está fora do páreo. Em quatro dias, o Barcelona pôs tudo a perder: praticamente ficou fora da briga pelo título espanhol e eliminado da Liga dos Campeões. Lionel Messi, herói e ídolo da torcida, transformou-se em vilão, ao desperdiçar o pênalti diante do Chelsea no empate por 2 a 2, no Camp Nou. Como havia vencido por 1 a 0 em Londres, o time inglês está na finalíssima.

Como o grande Brasil de 1982, o mágico Barcelona também é alheio ao fracasso. Foi anulado inteligentemente pelo forte esquema de defesa montado por Roberto Di Matteo. Os ousados também falham. Na tentativa de pôr o time à frente, Guardiola viu o Barça levar o contra-ataque. São coisas específicas do futebol. Nornalmente, o castigo é fruto dá má sorte e da pouca inspiração dos craques. Já que fiz analogia com a Copa da Espanha há quase 30 anos, Zico, Falcão e Sócrates também não superaram Dino Zoffi e Paolo Rossi, autor de três gols que nos tiraram da competição.

Não foi uma zebra, porque o Chelsea é uma das grandes forças do planeta e se preparou muito para chegar ao feito. Messi não brilhou. Iniesta e Xavi pouco fizeram para transformar a noite em uma festa azul-grená. Guardiola não percebeu a fragilidade ofensiva dos donos da casa e os quase 100 mil torcedores foram embora decepcionados. Nem sempre o melhor vence. Por isso, o futebol é o mais admirado dos esportes, porque é passível de surpresas.

O Chelsea de Ramires, que marcou um golaço por cobertura, disputará a final com o vencedor de Real Madrid e Bayern de Munique. Mas o brasileiro, assim como o capitão Terry (expulso) e Ivanovic e Raul Meireles, que também cumprem suspensão automática, desfalcará os Blues na decisão eno Allianz Arena.

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